Assine o fluminense

‘Foram duas horas de desespero’

Empresária com bebê no colo diz ter sido sequestrada e roubada após embarcar em Uber na Zona Sul

De acordo com a empresária, motorista estava com um revólver, roubou seu celular e R$ 12 mil em dinheiro

Foto: Douglas Macedo

Uma empresária de 26 anos,  dona de uma produtora de eventos, contou que viveu momentos de terror com sua filha de seis meses após embarcarem em um Uber na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, na última quarta-feira (4). Ela disse que foi sequestrada e ameaçada de morte pelo motorista, que segundo ela roubou seu celular e os R$ 12 mil que tinha na bolsa, dinheiro que seria usado para pagamentos de fornecedores e prestadores de serviços. 

Segundo a empresária, o motorista estava armado com um revólver e ao invés de seguir para Piratininga, na Região Oceânica, como programado no aplicativo, atravessou a Ponte Rio-Niterói em direção  a Petrópolis. Ela  contou que foi libertada com a criança na cidade da Região Serrana, após passar duas horas apavorada dentro do veículo.   O caso foi registrado na 105ª DP (Petrópolis).

“Fui em um [caixa eletrônico de] um posto de gasolina sacar o resto do dinheiro que faltava para compor os pagamentos que precisava fazer. Assim que saí do posto, solicitei um Uber para me levar ao local que deveria fazer os pagamentos. O primeiro carro chegou rapidinho, no entanto, ele [o motorista] precisou recusar a corrida alegando que estaria com um problema no carro. Então, solicitei outro motorista para me levar até onde precisava”, declarou à polícia.

A empresária ainda relatou que enquanto aguardava a segunda corrida, o motorista da primeira ficou próximo a ela, somente indo embora, após a chegada do segundo Uber.

“Assim que chegou o segundo carro, o primeiro foi embora. Entrei, não prestei muita atenção em placa e nem em nada. O motorista iniciou a corrida, mas quando ele seguiu em direção à Ponte, eu disse que iria para a Região Oceânica. Neste momento, ele mostrou a arma e disse que iríamos dar uma volta. Como o carro tinha insulfilme muito escuro, não dava para ver o que estava acontecendo dentro”, disse, acrescentando que durante o trajeto ele tomou o celular de suas mãos, entrou no aplicativo Uber e cancelou a corrida.

“No início ele apontou o revólver para mim e falou sobre a crise que o país está vivendo e que precisava de dinheiro. Perguntou qual era o meu banco e viu no meu no meu celular o aplicativo do Banco do Brasil. Disse que iríamos dar uma volta e parar em todas as agências que encontrássemos pelo caminho para que eu sacasse todo o saldo da minha conta. Porém disse a ele que além de ter um limite para saques após às 16 horas, a minha conta estava zerada, tendo apenas R$ 50 ou R$ 60 reais”.

A partir deste momento, o motorista, segundo ela, começou a indagar sobre parentes ou amigos que pudessem dar o dinheiro para que ele a libertasse.

“Ele saiu da Ponte, desceu pela Av. Brasil e acessou a Linha Vermelha. No trajeto ele foi mexendo no meu telefone e chegou a enviar algumas mensagens para algumas pessoas [contatos do celular}, que acredito que tenham sido as últimas com quem falei. Ele pegou a minha bolsa e viu que eu carregava uma grande quantia em dinheiro. A partir daí, começou a me ameaçar ainda mais, dizendo que eu era mentirosa e que deveria arrumar mais dinheiro para ele”, disse a mulher.

O drama, de acordo com a empresária, só terminou em Petrópolis, quando o motorista parou o carro e ordenou que ela desembarcasse. 

“Chegando na cidade ele me largou em frente à Catedral de Petrópolis, dizendo que eu deveria entrar no local e não sair de lá até que fechasse. Como eu não sabia se alguém tinha respondido ou não [as mensagens] ou se alguém da minha família estaria indo lá levar dinheiro, decidi obedecer e fiquei na igreja até que ela fechasse. Saí de lá acompanhada de um funcionário e olhei ao redor. Como não vi ninguém, decidi procurar ajuda em um hotel próximo”, contou.

A empresária relatou que saiu do hotel com uma pessoa para buscar ajuda da PM, mas não encontrou nenhum policial nem viatura. Então, se dirigiu a um bar.

“No bar uma pessoa muito gentil me emprestou o celular e eu consegui fazer contato com a minha família. Procuramos ainda por quase 40 minutos um carro da PM, mas não encontramos. Fui para a delegacia da cidade, onde fiz o registro da ocorrência. Por sorte meu marido tem uma conhecida na cidade e eu conseguiu passar a noite na casa dela. Hoje pela manhã eles vieram meu buscar e eu voltei para casa. Senti uma sensação de impotência e de impunidade, pois estamos à mercê dos criminosos. Agora vamos avaliar as medidas cabíveis que vamos tomar pois temos prazos também”, declarou.

A distrital informou que o registro de ocorrência deverá ser despachado em até dois meses para a delegacia da área onde ocorreu o crime. Procurada, a Uber emitiu a seguinte nota: “Em caso de investigações e processos judiciais, a Uber colabora com as autoridades nos termos da Lei”.

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Observador do Caos
Estranha essa história. Se ela não verificou placa, carro e nome do motorista, como pode afIrmar que se tratava de um UBER? A ser verdade, o UBER tem todos os dados do carro e do motorista, ficando fácil identificá-lo. Isso "cheira" a campanha difamatória. Não estou dizendo que não aconteceu; digo que pode ter sido uma saidinha de banco. Ela pode ter sido seguida e os criminosos aproveitaram a oportunidade. De qualquer forma é preciso investigar. O UBER solicita atestado de bons antecedentes aos seus colaboradores, mas alguns podem sim se desviar. Se o primeiro UBER enguiçou, como ele poderia saber que ela estava com dinheiro? Será que ele estava próximo ao caixa eletrônico aguardando que alguém o chamasse? Muitas dúvidas precisam ser esclarecidas.
Vote up!
Vote down!

: 0

You voted ‘up’

Yuri Nunes Lanzellotti
Uber é vida pó hahahahahahahaahhaahhahahahahahahaahahaaahaahahahahahahahahaaha
Vote up!
Vote down!

: 0

You voted ‘up’

RODRIGO VALMONT ANDRADE
Para uma empresa que para ser colaborador basta ter função remunerada na habilitação o que deve ter de gente com mandato de prisão, tornozeleira é má intenção dirigindo.
Vote up!
Vote down!

: 0

You voted ‘up’

Ana
Está Estoril está mau contada. O aplicativo mostra o carro, placa e a foto do motorista. Além de tudo só na P Rio x Niterói que se deu conta que estava indo em sentido contrário. É mais o homem pega o telefone , com arma e dirigindo ainda olha os aplicativos. Nossa ! Tá mais parecendo cena de filmem. Policial se liga! Tem algo errado...
Vote up!
Vote down!

: 0

You voted ‘up’

Scroll To Top