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Assaltos: estudantes reféns do medo no Barreto

Pais e alunos relatam rotina de assaltos na porta da Escola Técnica Henrique Lage, em Niterói

Pais e alunos da Escola Técnica Henrique Lage relatam sobre rotina de assaltos na porta da escola

Foto: Evelen Gouvea

Disciplinas como português, matemática, história e redação continuam sendo importantes para os alunos da Escola Técnica Henrique Lage, no Barreto, em Niterói. No entanto, a lição mais urgente para eles é segurança pública. Isso ocorre por conta da onda de assaltos, nas proximidades da escola, que vem apavorando estudantes e pais, desde o início do ano.  
  
"A orientação é sempre andar em grupos. Evitar sair sozinho na rua e estar sempre com o celular guardado no bolso ou na mochila. É preciso ter precaução, pois estamos expostos", diz um aluno do Henrique Lage.  

De acordo com representantes do Grêmio Estudantil, os assaltos ocorreram, em sua maioria, nos horários de grande movimentação, entre 8h e 18h, na Rua Guimarães Júnior, quando os alunos estão entrando e saindo da escola.  
  
A situação é tão grave na região, que alguns pais organizaram um grupo de WhatsApp para acompanhar a rotina de seus filhos.  
 
"É uma escola tradicional e muito boa, mas não posso deixar meu filho exposto a essa onda de crimes. Todo dia ouvimos uma história diferente de assalto nessa região. Alguns pais estão cogitando tirar seus filhos da escola. Teve uma vez que duas meninas foram rendidas por dois homens armados e elas correram para entrar na escola porque ficaram apavoradas. É muito triste saber que essas crianças estão passando por essa situação. É preciso mais segurança nas ruas do Barreto”, reclama a mãe de um aluno.  

Procurado, o tenente coronel Sylvio Guerra, comandante do 12º BPM (Niterói), disse que há pouco mais de um mês se reuniu com um grupo de pais e alunos e prometeu intensificar o patrulhamento na região.  

A Prefeitura de Niterói respondeu que: “Apesar da Segurança Pública ser uma atribuição do Governo do Estado, a Prefeitura de Niterói já investiu mais de R$ 100 milhões na área nos últimos seis anos, e é responsável financeiramente pela presença de 50% do policiamento ostensivo na cidade. A estratégia de policiamento cabe à Polícia Militar.  

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) solicitará o reforço do patrulhamento dos agentes do Proeis naquela região”. 

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Comentários

paulo cesar oliveira
Todos sabem que a procura principal dos meliantes, é o celular. E o que mais se vê nas ruas são as pessoas, principalmente jovens, que nem para a frente olham, andando tranquilamente com seus celulares as mãos. Será que têm tanta necessidade assim de usá-los? Parece que virou uma febre o uso do aparelho: são os guardas municipais, caixas de supermercados, etc. Nos restaurantes, nem se fala. São todos participando de um almoço, e papo que é bom entre eles, nada. Só o celular..
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Elson Luiz
É lamentável uma situação dessas se arrastando durante tanto tempo! Por favor, pessoal ligado à Segurança Pública, já passou da hora de redobrar a segurança naquela região!!!!!
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