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Bandidos fazem a festa na Rua Marechal Deodoro em Niterói

Em apenas uma semana três crimes foram flagrados na via

Parar nos sinais do cruzamento da Rua Marechal Deodoro com a Avenida Jansen de Melo tem se mostrado perigoso

Foto: Marcelo Feitosa

O medo volta assombrar na Rua Marechal Deodoro e adjacências. Em pouco mais de 15 dias, câmeras da ONG Viver Bem flagraram vários motoristas sendo assaltados no local. As imagens mostraram o pavor das vítimas, algumas delas mulheres que, desesperadas, tiveram que descer do carro com crianças, todos sob a mira das armas dos bandidos. 

Mas se há câmeras que registram os crimes, por que eles continuam acontecendo? Assim questiona quem trabalha, estuda ou simplesmente costuma passar pelo local, onde funciona um museu, um grande supermercado e uma universidade, entre outros estabelecimentos. O doutor em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Ozéas Lopes tenta explicar. Ele afirma que câmeras de segurança não inibem a ação dos bandidos e sugere que o dinheiro investido nos equipamentos poderia ter sido melhor empregado no resultado de uma maior interação entre o Poder Público e a população que abordasse a questão da segurança. 

“Posso dar o exemplo de Londres. Em 2007 eles investiram em 10 mil câmeras e não conseguiram acabar com a violência. Já em 2015, esse número saltou para 50 mil e Londres foi considerada a cidade mais vigiada, e ainda assim não resolveu. Na medida que a gente tem uma experiência europeia, também podemos trazer para a nossa realidade. Portanto, não é com câmeras que a violência vai acabar. Não sou contra, pelo contrário, só acho que falta uma discussão pública para delimitar que tipo de segurança pública nós queremos”, argumentou. 

A falta de segurança na região é velha conhecida de estudantes universitários, moradores e trabalhadores do comércio local. Um jovem contou que já teve o celular roubado depois que deixava o campus da universidade particular em que estuda.

“Eu geralmente saio com outras pessoas, em grupo, mas nesse dia precisava ir embora antes e acabei fazendo sozinho o percurso. Fui abordado por um cara que estava armado e exigiu meu celular. Eu conheço várias pessoas que já foram assaltadas aqui. E acontece em qualquer horário”, lamenta. 

Funcionários do supermercado afirmam que também só andam em grupos. 

“Tivemos conhecimento que colegas sofreram roubo no caminho para o trabalho. Para dificultar a ação dos bandidos, a gente procura sair junto. Quem sai acaba esperando um pouco um colega para não ter que andar sozinho. Infelizmente é o que a gente pode fazer”, diz um operador de caixa. 

Questionado, o comando do 12º BPM (Niterói) afirma que a região tem policiamento e que já conseguiu reduzir o número de crimes, que antes eram ainda mais elevados.
 
Memória – Um dos crimes aconteceu a 200 metros do 12º BPM (Niterói), na semana passada, por volta das 23 horas, no cruzamento com a Avenida Jansen de Melo. As imagens mostram uma família sendo rendida e retirada do veículo, entre elas uma mulher que, apavorada, desembarca do carro com duas crianças. 

No último dia 23, um motorista de Uber foi rendido e também teve seu carro levado por bandidos armados quando parou em um sinal na esquina com a Rua Barão do Amazonas. Dessa vez o crime aconteceu mais cedo, por volta das 21 horas. Nas imagens registradas pelas câmeras é possível ver a passageira sair veículo, apavorada, e correr carregando duas crianças.

Dois dias antes, bandidos em cinco motocicletas levaram os pertences dos ocupantes de um carro que passava no mesmo local. O crime também foi registrado por câmeras de segurança. 

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Comentários

Eduardo
Mais uma figura DECORATIVA para o comando do 12º BPM. Todos falando sobre os assaltos, pessoas sofrendo violência, bandidos sendo filmados e o Cmte dizendo que existe policiamento e que reduziu os roubos...é uma PIADA de mau gosto.
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Falo mesmo
O negócio é vender câmeras só isso e o povo que se lasque, polícia esta surda, muda e cega!
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Marcio Nalin
Já foi proposto a implantação em todos os bairros do projeto vizinhança solidária, também a criação de campanhas que desestimulem a esmola e estimulem a doação para institutos que realmente tratem dos desassistidos e moradores de rua em geral. Só por uma iniciativa conjunta entre poder público e cidadão, poderemos ter exito no combate à violência em nossa cidade. Quanto ao monitoramento... câmeras não tem braços pra prender ladrão, mas tem olhos pra multar o cidadão! Fiquem ligados!
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