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Cabral diz que pagou UU$ 2 milhões por compra de votos por Olimpíada no Rio

Ex-governador do Rio Sérgio Cabral

Divulgação

O ex-governador Sérgio Cabral disse ao juiz Marcelo Bretas, em depoimento nesta quinta-feira (4), que pagou US$ 2 milhões por compras de votos que trouxessem os jogos olímpicos para o Rio. Ele afirmou que o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o ex-presidente Lula tiveram conhecimento da compra de votos, mas não teriam participado diretamente da negociação e operação da propina. Bretas é responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. 

Ao magistrado, o ex-chefe do executivo do Rio disse que o dinheiro foi entregue em 2008, numa espécie de depósito exterior, para o presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, que distribuiria o dinheiro aos nove, dos 95 membros, que foram comprados por ele. Entre os membros do comitê comprados por Cabral estavam os ex-atletas Alexander Popov, da Rússia, e Sergei Bubka, da Ucrânia.   

Cabral ainda revelou ao juiz que o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi quem indicou o presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, para que fizesse o intermédio entre ele e os ex-atletas.   

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, atendeu ao ex-governador a pedido da defesa, afirmando que irá colaborar com as investigações da operação Unfairplay. 



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