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Carros eram roubados, clonados e depois vendidos pela internet

Ao tentar legalizar veículo recém-adquirido, morador de São Gonçalo descobriu que ele havia sido roubado em Icaraí

Wagner Vinícius Pimentel Contes, de 29 anos, e Douglas Felipe da Silva Teixeira, de 27 anos, foram presos com documentos falsos, informou a polícia

Foto: Marcelo Feitosa

Agentes da 73ª DP (Neves)  desbarataram uma quadrilha acusada de clonar e vender carros roubados através do aplicativo de vendas pela internet OLX. A polícia chegou até dois suspeitos de integrar o bando após a venda de um carro roubado em Icaraí. A vítima , moradora de São Gonçalo, comprou o veículo - um Toyota Corolla - em agosto passado pelo valor de R$ 61 mil e procurou a polícia após não conseguir regularizá-lo junto ao Detran. 

Os dois suspeitos foram presos na manhã desta segunda-feira (18), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com eles, segundo a polícia, foram encontrados vários documentos de carros e identidades falsificados, chaves de veículos, máquinas de cartão de crédito e cartões, além de um Nissan Sentra roubado e uma farda da PM com identificação do 20º BPM (Mesquita). Um terceiro acusado de integrar a quadrilha segue foragido.
 
De acordo com a delegada Carla Tavares, as investigações iniciaram em agosto, assim que o comprador tentou, sem sucesso, fazer o licenciamento no Detran.  

“A vítima viu o anúncio de um Toyota Corolla que era vendido por R$ 61 mil. Ela fez contato com o vendedor, que se apresentou como Reynaldo de Medeiros Reis. Eles marcaram um encontro no Shopping Partage, em São Gonçalo. De lá, seguiam para um cartório no Centro de São Gonçalo para realizar os procedimentos de praxe para a venda de um carro,como a abertura da firma. A vítima foi com o vendedor até a agência bancária para fazer a transferência do dinheiro. De acordo com a vítima, o criminoso a pediu para transferir o dinheiro para conta de uma outra pessoa, alegando que já estava negociando a compra de outro carro e facilitaria a transação”, contou a delegada.

Ela disse ainda que a polícia identificou o responsável pela conta em que a vítima realizou o depósito e chegou a intimá-lo a compareceu à DP.

“Quando a vítima nos procurou e nos contou o que havia acontecido, identificamos que o veículo tinha sido roubado na área da 77ª DP (Icaraí). Em depoimento, ele disse que era taxista e que havia somente emprestado a conta para uma pessoa. Nos forneceu um nome diferente do que as vítimas haviam dito. Ele fez a identificação desses dois presos e a sua namorada também prestou declaração e indicou quem seriam os envolvidos. A partir daí, ao dar continuidade às investigações, identificamos que ele também fazia parte da quadrilha e pedimos os mandados de prisão. Contamos com apoio da equipe da 58ªDP (Posse)”, explicou. 
 

Polícia apreendeu um Nissan roubado

Foto: Marcelo Feitosa

A delegada disse ainda que a dupla presa ostentava nas redes sociais produtos caros e postava fotos de armas. Eles foram presos por estelionato, associação criminosa e receptação. Além disso, a delegada afirmou que todos os documentos apreendidos com a dupla eram falsos.  A polícia ainda investiga como a quadrilha conseguia esquentar os documentos dos veículos para apresentar às vítimas no ato da compra. 

 “Um dos presos, identificados como  Douglas Felipe da Silva Teixeira, de 27 anos,  utilizava pelos menos 12 documentos de identidade falsos. Ele foi quem negociou com a vítima e se passou por uma outra pessoa. Já o Wagner Vinícius Pimentel Contes, de 29 anos, foi quem pediu a conta bancária do 3º membro da quadrilha para que a vítima realizasse o depósito”, detalhou a delegada, acrescentando que o terceiro acusado de integrar a quadrilha, e que se encontra foragido, foi identificado como  Joedson Gomes dos Santos, de 30 anos.

Sobre a apreensão da  farda da PM, a assessoria de imprensa da corporação disse em nota que “a legislação, através da Lei Federal 12.664/2012, estebelece que a comercialização de uniformes das Forças Armadas e Forças Estaduais só poderá ocorrer em estabelecimentos credenciados pelos respectivos órgãos, mediante apresentação de identificação funcional e autorização da instituição, porém não é raro o fato de que lojas não credenciadas vendam, de forma irregular, tais uniformes.
Procurada, a OLX explicou que toda negociação é realizada fora do ambiente do site, assim, a empresa não tem controle sobre as transações feitas entre os usuários. Entre algumas dicas que a empresa fornece aos usuários da plataforma, para saber se o vendedor é o proprietário legítimo do veículo pode-se verificar se o documento do carro é verdadeiro entrando em contato com o Detran.

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