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Fiscalização descobre farra dos celulares em presídio de Niterói

Trinta e um aparelhos são encontrados no Instituto Penal Edgar Costa, no Centro, além de drogas e dinheiro

Cerca de 31 celulares foram apreendidos na manhã desta quinta-feira (25) em celas do Instituto Penal Edgar Costa, no Centro de Niterói. No local também foram encontradas drogas e dinheiro. As apreensões aconteceram durante operação realizada pelo Ministério Público (MP) e pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O material apreendido foi encaminhado para a 76ª DP (Centro). Uma sindicância interna foi aberta para apurar os fatos.

A ação começou por volta das 6h, quando promotores realizaram revistas nas celas, acompanhados da Coordenação de Unidades Prisionais de Niterói e do Grupamento de Intervenção Tática (GIT). Ao todo foram apreendidos 300 maços de cigarros, que foram incinerados,184 trouxinhas de maconha, 148 de haxixe, 68 de cocaína, além de R$ 964.50 em espécie e cinco relógios.

De acordo com o promotor André Guilherme Freitas, é necessário que haja um maior rigor e eficácia na fiscalização da portaria da unidade. 

“Essa é uma operação que realizamos constantemente, e sempre de caráter sigiloso, pois trabalhamos através do fator surpresa. Quando chegamos, a maioria dos detentos ainda estava dormindo. Um deles foi flagrado com drogas e, possivelmente, ele pode ser transferido para o regime fechado. Essa é uma instituição com detentos que cumprem pena no regime semiaberto e todos são ligados à facção criminosa Comando Vermelho”, explicou. 

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não sendo caso de reincidência, o regime semiaberto destina-se para condenações entre quatro e oito anos. Nesse tipo de cumprimento de pena, a pessoa tem o direito de trabalhar e fazer cursos fora da prisão durante o dia, mas deve retornar à unidade penitenciária à noite.

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