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Compra de móveis termina na delegacia

Clientes dizem que loja fechou sem entregar os produtos vendidos

Se dizendo enganados por não terem recebido os produtos comprados, clientes procuraram ontem a 76ª DP (Centro)

Foto: Douglas Macedo

O caso de uma loja no Shopping Rio Decor que teria fechado as portas na última segunda-feira sem fazer as entregas dos móveis comprados pelos clientes foi parar na delegacia do Centro, a 76ª DP, onde nesta quarta-feira (4), pelo menos cinco pessoas prestaram queixa contra a Veneza Brasileira. Segundo elas, mais de 20 clientes teriam sido lesados e o prejuízo total pode ultrapassar os R$ 100 mil. 

O problema teria começado em março, quando as entregas teriam começado a deixar de ser feitas. Eles disseram que o prazo para receber os produtos era de 30 dias, no entanto, várias desculpas para o atraso foram dadas, inclusive a recente greve dos caminhoneiros. 

“Na semana passada, entrei em contato mais uma vez com o proprietário da loja e fui informado que em razão dos jogos do Brasil as entregas seriam suspensas durante o mês de julho. Porém, ele sequer comentou que a loja fecharia”, declarou o advogado Sylvanei Mendonça, de 44 anos, que comprou um jogo de mesa e sofá à vista pelo valor de R$ 6.300 e não recebeu os móveis em casa.

A maquiadora Daniete Ferreira, de 37 anos, contou que no dia 29 de abril foi até o estabelecimento para comprar uma mesa no valor de R$ 4 mil. Segundo ela, no mês passado a loja realizou a entrega de um outro item com qualidade inferior ao produto encomendado. Na ocasião, o estabelecimento informou que iria realizar a troca, mas até a presente data ela segue aguardando a entrega.

“Já mandei mais de 20 e-mails para o serviço de atendimento ao cliente e não obtive retorno. Na segunda-feira, quando cheguei no local e vi a loja fechada, não consegui acreditar. A Rio Decor afirma que não tem responsabilidade sobre o caso e todos nós estamos de mãos atadas, porque o dono da loja não atende mais o telefone”, desabafou indignada.

De acordo com agentes da 76ª DP, todas as ocorrências serão registradas, mas não será aberta investigação criminal, por tratar-se de um caso da esfera cível. 

“As ocorrências serão registradas como documentos que irão auxiliar as vítimas, posteriormente, na busca por seus direitos na Justiça. A Constituição entende que os casos não se configuram como crime e, sim, como um inadimplemento contratual. Ou seja, caracteriza-se como uma quebra de contrato entre as partes”, esclareceu um inspetor. Procurada, a Rio Decor não se manifestou até o fim da noite. Os responsáveis pela Veneza Brasileira não foram localizados.

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