NITERÓI/RJ
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Corpos de vítimas de chacina em São Gonçalo são enterrados

Enterros foram realizados no Cemitério de São Gonçalo, no Camarão

Lucas Benevides

Foram sepultados na tarde desta terça-feira (28), no Cemitério Municipal de São Gonçalo, no Camarão, os corpos da comerciante Janete Bezerra Santos Ribeiro, de 53 anos, e do compositor da Porto da Pedra Valdir Pinto Oliveira Sobrinho, o Valdir Papel, 60 anos, vítimas da chacina na comunidade Campo da Brahma, no Porto Velho, no último domingo (26).

O marido de Janete, que também foi baleado no ataque, conseguiu liberação dos médicos para que pudesse acompanhar o funeral, retornando à unidade médica após o enterro. Eles eram casados há 25 anos.

Um sobrinho do casal disse que todas as pessoas que estavam no bar atacado a tiros eram “veteranos que jogavam futebol todos os domingos”. O rapaz contou que o Porto Velho costumava ser um lugar tranquilo para se morar até o lançamento das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital, que, segundo ele, fez com que criminosos que atuavam no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense migrassem para cidades próximas, como São Gonçalo.

“A gente não estava acostumado com a violência, isso é novo para a gente. Estamos vivendo o que a Baixada vivia anos atrás, com chacinas e mortes quase todo dia. Ali não tinha atividade criminosa, vivi lá desde criança. Nesse encontro [dos veteranos aos domingos] só tinha trabalhador, todos os mortos e feridos tinham emprego fixo, não tinha bandido”, lamentou o sobrinho.

Ele acrescentou que mesmo com a violência, seus tios se recusaram a se mudar, pois era lá o lugar onde cresceram e onde estavam suas raízes. De acordo com o rapaz, o grande sonho de todos que morreram era que Porto Velho voltasse a ser o lugar tranquilo que era antes, na infância deles.

Memória – Quatro pessoas foram mortas a tiros e outras sete acabaram feridas durante ataque criminoso contra um grupo de amigos que participava de uma confraternização em um bar na região conhecida como Campo da Brahma, no bairro Porto Velho, em São Gonçalo.

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, a região é violenta por ser disputada por grupos criminosos. O caso segue sob investigação da divisão especializada. 

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