NITERÓI/RJ
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Delegacia de Homicídios investiga assassinato após tentativa de assalto em posto

Imagens mostram momento em que suposto assaltante foi colocado na mala

Reprodução de vídeo

A Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói investiga se houve participação de funcionários de um posto de combustível na RJ-104, em Tribobó, na ocultação de um cadáver. Segundo a especializada, um homem que teria tentado assaltar o estabelecimento teria sido baleado por um dos seguranças do local. O caso foi registrado no último dia 26 e o corpo foi encontrado carbonizado no dia seguinte em Guaxindiba, também em São Gonçalo.  

O autor dos disparos, ainda segundo a DH, seria um ex-PM que se entregou espontaneamente na última sexta-feira (5), na sede da especializada, no Centro de Niterói, ao saber que era procurado pela polícia. Ele compareceu com um advogado e apresentou seu carro, que teria sido utilizado para o transporte da vítima. Ele afirmou, em depoimento, que descartou a pistola utilizada. 

De acordo com a polícia, o crime foi registrado por um cinegrafista amador e divulgado nas redes sociais. As imagens não mostram o momento em que o suposto assaltante é baleado pelo segurança, mas mostras que ele é ajudado por funcionários do posto de combustível a colocar um grande volume no porta-malas de um carro. Segundo a DH, esse volume seria o homem, identificado como Jeferson da Conceição, o Paixola, morador da comunidade Novo México, que ainda estaria vivo.  

De acordo com a DH, Paixola e um suposto comparsa teriam chegado ao local por volta das 21h45, anunciando o assalto. Um segurança reagiu e baleou Paixola nas costas, que caiu no chão. O homem que estava com ele conseguiu fugir.  

Paixola teria sido colocado em um Prisma roubado e logo depois incendiado. O reconhecimento do corpo apenas foi possível graças a um pingente com um crucifixo e um escudo do Flamengo que ele usava. 

A DH informou que após a informação da morte, traficantes do Novo México teriam obrigado que o posto de combustível ficasse fechado até a localização do corpo. A polícia interditou o estabelecimento, mas diligências não conseguiram encontrar as imagens das câmeras de segurança. De acordo com o delegado do caso, os envolvidos podem responder pelos seguintes crimes: homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.

(Colaborou: Anderson Justino)


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