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Dois presos em Niterói por desvio na Saúde

Recursos de SP teriam sido usados para compra de operadora em Niterói

A operação foi desencadeada por policiais civis da 78ª DP ( Fonseca), com participação de agentes de outras delegacias da cidade e também de Resende

Evelen Gouvêa

Uma mega operação, desencadeada por policiais civis da 78ª DP, prendeu oito integrantes de uma quadrilha responsáveis por lavagem de dinheiro de desvios de recursos da saúde pública de quatro cidades do interior do estado de São Paulo, na manhã de desta segunda-feira (15).

Quatorze mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. A verba desviada teria sido destinada para a compra de uma operadora de planos de saúde, a Medical Rio, cuja sede fica no Centro de Niterói. De acordo com a polícia, a estimativa é de que os desvios tenham chegado a R$ 20 milhões.

“Os acusados desviavam verba pública de alguns municípios de São Paulo e para lavar o dinheiro compraram uma empresa de planos de saúde em Niterói e registraram no nome de uma empregada doméstica e um motorista. Para recuperar o dinheiro investido, eles simulavam serviços com outras empresas e grupos de ‘laranjas’. Esses estabelecimentos emitiam notas fiscais frias de prestação de serviços. Essas operações falsas permitiam a volta do dinheiro”, esclareceu o delegado titular da 78ª DP, Luiz Henrique Marques.

A Operação Pégaso, como foi nomeada, aconteceu simultaneamente em Niterói e nas cidades paulistas de São José dos Campos, Mairiporã, Jandira, Jundiaí, Osasco e na capital paulista. Participam da operação cerca de 60 agentes das 78ª DP (Fonseca), 76ª DP (Centro), 77ª (Icaraí), 79ª (Jurujuba), 81ª (Itaipu), 89ª DP (Resende), e de Policiais Civis paulistas do Decade (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas) e da Seccional de São José dos Campos.    

A diretora financeira da Medical Rio, de 48 anos, foi presa em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. E a gerente comercial da empresa, de 46 anos, foi presa em Itaipu, Região Oceânica de Niterói. Elas não resistiram a prisão. Outras seis pessoas foram presas em São Paulo.

No início do mês, no dia 3 de abril, durante a primeira fase da operação, uma ação conjunta da 78ª DP (Fonseca) e da seccional de São José dos Campos, prendeu um médico patologista, de 39 anos, e sua esposa de 37, em um hotel de luxo em São José dos Campos, em São Paulo. Segundo as investigações, eles utilizaram a Fenaesc (Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias), uma Organização Social que administrava diversos hospitais no interior paulista, onde o casal ocupava cargos de direção, para desviar mais de R$ 20 milhões que teria sido investido na compra da Operadora de Planos de Saúde em Niterói. 

Procurada, a Medical Rio não respondeu até o fechamento desta edição. 

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