Assine o fluminense

Exército de prontidão na Reduc

Caminhões de combustíveis estão sendo levados com escolta para atender aos serviços essenciais

Com apoio da Força Nacional, a Polícia Militar do Estado do Rio garante a saída de caminhão da refinaria de Duque de Caixas, na Baixada Fluminense

Foto: Divulgação/Vladimir Platonow/Agência Brasil

O Exército disponibilizou, na tarde de ontem, um contingente de soldados para dar apoio à Polícia Militar (PM) na segurança em torno da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense. De acordo com o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli, os soldados da Polícia do Exército (PE) estão aquartelados no 15º BPM, em Duque de Caxias, prontos para entrar em ação, caso necessário.

O porta-voz do CML destacou que a atuação reflete a integração e coordenação entre as Forças Armadas e a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. As Forças Armadas farão escoltas de caminhões com combustíveis para atender serviços essenciais e transporte público. Cinelli frisou que as ações têm o propósito de assegurar o fluxo regular de combustíveis, especialmente no Estado.

O número de manifestantes em frente à Reduc diminuiu na tarde deste sábado e os caminhões que estavam estacionados no acostamento foram retirados, ainda pela manhã, por ordem da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Além da Reduc, funcionam na mesma região as distribuidoras Raízen, da Shell, e a Ipiranga. No início da tarde, o Batalhão de Choque fez a escolta de cinco caminhões-tanque da Raízen, com capacidade de 40 mil litros cada, para abastecer a frota dos ônibus expressos por corredores, conhecidos como BRT, que atendem 450 mil pessoas por dia e ontem não operaram até o final da tarde por falta de combustível.

O BRT voltou a funcionar às 17h. Os serviços estavam interrompidos em todas as linhas desde a madrugada. Ao todo, 28 ônibus articulados já estão em circulação. Voltaram a funcionar as linhas: 11 do corredor Transoeste no trecho entre Santa Cruz e o Terminal Alvorada, na zona oeste; 35 do corredor Transcarioca entre Madureira na zona norte e o Alvorada; 50 do corredor Transolímpica no trecho Centro Olímpico e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, também zona oeste; e 51 que vai atender passageiros da Vila Militar ao Terminal do Recreio (zona oeste). O consórcio BRT Rio informou que os serviços do eixo da Avenida Cesário de Melo e do trecho Madureira e Galeão, na Zona Norte, permanecem suspensos.

Cedae - Já a Cedae, companhia de abastecimento de água do Rio de Janeiro, permanece adotando medidas para garantir o abastecimento de água no Estado. Segundo a companhia, os produtos químicos utilizados no tratamento da água são provenientes do Estado do Rio, de Minas Gerais e de São Paulo. Os mais importantes estão com as entregas comprometidas por causa da greve dos caminhoneiros, como o sulfato de alumínio (usado na decantação de partículas em suspensão) e o cloro (antibactericida).

A companhia informou que os sistemas de produção de água e os estoques de produtos químicos estão sob monitoramento. De acordo com a Cedae, produtos essenciais estão chegando com o apoio de órgãos de segurança, como a entrega feita sexta-feira nas estações de tratamento de água do Guandu e da Imunana-Laranjal, além da unidade de Ribeirão das Lajes. 

Atenção – A cidade do Rio de Janeiro permanece desde sexta-feira às 16h30 em estágio de atenção. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) informou que a medida foi tomada por causa dos impactos dos bloqueios em rodovias de acesso ao Rio e os seus efeitos no funcionamento dos serviços de infraestrutura urbana, em especial, na área de transportes.

Em uma escala de três, o estágio de atenção está no segundo nível e significa que um ou mais incidentes impactam, no mínimo, uma região, provocando reflexos relevantes na mobilidade. A prefeitura recomendou à população usar os trens da SuperVia, o metrô e o VLT Carioca. 

Gabinete de Intervenção garante as escoltas

O Gabinete de Intervenção Federal no Estado do Rio de Janeiro divulgou nota oficial, no início da noite de ontem, explicando que as ações no Estado estão, neste momento, centradas na garantia da segurança e na necessidade de normalização do abastecimento de itens básicos para a população e do sistema de transporte público nos diversos modais.

As escoltas – que vêm sendo realizadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - têm como objetivo a manutenção da capacidade de funcionamento de setores essenciais, atendendo às demandas que chegam ao Gabinete de Gestão de Crise, liderado pela Secretaria de Estado de Segurança . Já foram atendidas solicitações da Comlurb, hospitais, Cedae e empresas de transporte rodoviário. 

De acordo com a nota, forças de segurança, estaduais e federais,  estão preparadas e equipadas para garantir a lei e a ordem, quando necessário e oportuno, na forma do Decreto No. 9.382, de 25 de maio de 2018, na defesa dos direitos constitucionais e da prevalência do bem-estar social sobre os interesses pontuais de categorias.
Através da nota, o Interventor Federal, general Braga Netto, expressa sua confiança na capacidade de conciliação de interesses e na solução breve dos impasses para que a normalidade se instale no dia a dia da população. 

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top