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Família diz que mochila de adolescente morto sumiu

Segundo o avô de Dyogo Xavier, dentro da bolsa que o jovem carregava estava a sua chuteira

Dyogo, de 16, foi atingido quando saía de casa para treinar

Reprodução

Por Anderson Justino e Isabelle Villas Boas

A família do adolescente Dyogo Xavier, morto durante uma operação policial na comunidade da Grota do Surucucu, em São Francisco, Zona Sul de Niterói, denuncia que a mochila que o jovem carregava no momento em que foi baleado sumiu. 

De acordo com o avô, o motorista de ônibus Cristóvão Xavier, de 63 anos, dentro da bolsa estava a chuteira que o neto levava para o treino de futebol, além de cerca de R$ 80. Algumas testemunhas que estavam no local onde o jogador foi morto afirmam que viram policiais pegando a mochila.

O jovem levou um tiro de fuzil quando saía de casa, na comunidade da Grota, em direção ao Rio, na sede do América, onde ia treinar. O avô, que estava trabalhando e passava com o ônibus na hora do ocorrido, viu o  neto caído no chão e o socorreu. Segundo Cristóvão, não havia confronto naquela hora. Apesar da dor pelo ocorrido, ele disse que perdoa os policiais que mataram seu neto, e relembrou os bons momentos que viveu ao lado de Dyogo.

"Tudo de bom que você possa imaginar o Dyogo tinha. Eu vivi 16 anos ao lado dele. Ele era um garoto amável, carinhoso e meu parceirão. Eu só espero que essa tragédia sirva para mudar a nossa comunidade" disse

Alguns moradores que presenciaram a morte de Dyogo disseram que ele foi baleado na  rua principal, a Doutor Albino Pereira - continuação da Avenida Presidente Roosevelt -, e que os PMs estavam em um beco. Os moradores ressaltaram que a operação já havia terminado e que não havia troca de tiros naquele momento.

O corpo de Dyogo foi enterrado na tarde desta terça-feira (13), no Cemitério São Francisco Xavier, em Charitas, onde amigos e parentes se despediram do jovem. 

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