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Grupo rouba e agride universitários em Niterói

Crime aconteceu na Rua General Osório, em São Domingos, após uma comemoração de aniversário

Uma das vítimas esteve com a mãe na delegacia do Centro de Niterói, a 76ª DP, onde registrou a ocorrência

Marcelo Feitosa

“Eu gritei, pedi socorro, mas parecia que eu era invisível”. O desabafo foi feito por uma universitária de 20 anos que estava na companhia de mais dois estudantes, quando o grupo foi roubado e agredido na madrugada desta sexta-feira (5), na Rua General Osório, no bairro São Domingos, na Zona Sul de Niterói. Eles haviam acabado de comemorar o aniversário de um deles, em um bar na Cantareira, e estavam a caminho de uma república, onde mora uma das vítimas, quando foram abordados por seis criminosos liderados por um travesti. O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada. 

A jovem, estudante de biomedicina, estava com o primo, um rapaz de 23, estudante de comunicação, ambos moradores de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e um amigo que estuda Biblioteconomia na UFF e os convidou para vir a Niterói, onde reside em uma república.

Ela contou que o grupo se reuniu em um bar na Cantareira, mas, por conta da chuva, decidiram que era hora de ir embora. Como pretendiam pegar um Uber, mas o celular da moça estava descarregado, decidiram passar na casa do amigo morador de Niterói, para carregar o aparelho e conseguir pedir a corrida. 

“No trajeto, uma travesti já chegou nos encurralando na parede e pedindo cigarro. A gente falou que não tinha. Eu fui andando e aí apareceu um outro homem que parecia estar com ela. Aí nos demos conta que era um assalto. Ela e esse outro homem seguraram meu primo e meu amigo pelo braço. Em seguida apareceu uma terceira pessoa, um homem, que rapidamente puxou o celular da minha mão. Como vi que ele não estava armado, eu puxei o celular da mão dele e foi quando eu caí no chão. Acho que ele acabou desistindo de pegar o meu celular e foi na direção das outras pessoas que estavam comigo”, contou a vítima. 

A universitária contou que pensou que havia se livrado dos bandidos, quando mais três homens apareceram. 

“Eles me jogaram no chão e pegaram o celular da minha mão. Um deles chegou a me chutar. Depois disso, eles fugiram. Um top que eu estava usando chegou a rasgar e a sorte é que eu estava com um outra blusa por cima. Eu gritei, pedi ajuda, mas as pessoas não me davam atenção. Nessa hora eu estava sozinha, não sabia onde todos estavam. Foi horrível, desesperador. Foi quando um pessoa de carro parou e disse que tinha visto o que havia acontecido comigo. Ele me deu carona e aí demos duas voltas no quarteirão e consegui encontrar o meu primo e o meu amigo. Outros amigos nos ajudaram e pagaram um Uber para a gente voltar para casa”, falou a estudante, que disse estar traumatizada. 
“O prejuízo de ficar sem as minhas coisas é ruim, pois levaram todo o meu material de aula, que vai me fazer muita falta. Mas o pior é saber o quanto estamos vulneráveis”, desabafou. 

O primo da jovem disse que chegou a correr atrás da travesti e falou com ela que precisava muito da sua mochila, pois tinha material da faculdade. Ele disse que a travesti pediu R$ 500 para devolver.

“No desespero eu ainda tentei fazer isso, só queria que aquela situação acabasse. Eu nunca imaginei que fosse passar por uma situação traumática como essa no meu aniversário. Mas aí acabei encontrando a minha prima e achamos melhor não pagar”, relatou o universitário, acrescentando que não quer mais voltar a Niterói. 

A mãe da jovem acompanhou a vítima até a 76ª DP (Centro), onde o caso foi registrado. Ela disse que a filha chegou a ser atendida em um hospital particular em Caxias. 

“A pior dor é uma mãe saber que fizeram algo com o seu filho. Ela estava sozinha, machucada em uma cidade que ela não conhecia”, declarou.

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