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História estranha no Cafubá

Depoimento contraditório de mulher faz polícia investigar se morte de companheiro é caso de viúva-negra

Agentes da Delegacia de Itaipu estão investigando o caso

Marcelo Feitosa

Um depoimento contraditório despertou a atenção de agentes da 81ª DP (Itaipu). Na noite da última quinta (9), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) recebeu um chamado para uma morte no Cafubá, na Região Oceânica de Niterói. Uma mulher de 50 anos contou que o marido, de 60 anos, tinha sofrido um infarto e pediu ajuda da irmã e vizinhos.

Ao chegar no local, o médico plantonista do Samu constatou a morte, mas se negou a dar a declaração de óbito, pois percebeu que o corpo já estava em fase de decomposição e que havia marcas vermelhas nos braços. Ele chamou a perícia para realizar o laudo da morte, que ainda será divulgado.

Em seu primeiro depoimento à 81ª DP (Itaipu), a mulher falou que estava deitada com o marido, às 16h30, quando ele começou a espumar pela boca. Ela achou que fosse uma brincadeira do companheiro e foi para um outro quarto da casa ficando lá por volta de 4h mexendo no celular.

Ao retornar para o quarto, por volta de 20h30, e deitar-se ao lado dele, ela percebeu que o homem sangrava pela boca e aí pediu ajuda. Esse depoimento foi contestado, pois não coincide com a alegação do médico do Samu, de que o homem já estaria morto há alguns dias.

A irmã da mulher, também em depoimento à polícia, declarou que o homem era natural de Belo Horizonte e que o casal estava junto há 1 ano e meio. Se casariam em julho deste ano, mas já estavam morando juntos em Minas Gerais e só vinham para o Rio esporadicamente, não sabendo assim como era o relacionamento deles. Ela também revelou que, em 2017, a irmã teve um relacionamento com um outro homem, que cometeu suicídio em São Cristóvão. Segundo ela, a irmã sofre com problemas mentais. 

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