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Interventor entrega plano de gestão estratégica

No mesmo dia, general Mauro Sinott deixa gabinete no Rio

General Walter Souza Braga Netto entregou o plano da intervenção ao presidente Temer

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, entregou nesta quinta-feira (14), formalmente, o plano de gestão estratégica da intervenção ao presidente Michel Temer. Braga Netto disse que também apresentou ao presidente dados positivos da intervenção no estado. Ele citou que, entre abril e maio, houve queda de 11,8% nos casos de homicídio doloso, de 5,9% no roubo de veículos e de 15,7% em roubos de carga.

“Mostramos ao presidente alguns resultados que foram obtidos nessa fase da intervenção”, disse o general. 

O plano tem cinco objetivos estratégicos que são: reduzir os índices de criminalidade; recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública do Rio de Janeiro; articulação das instituições dos entes federados; fortalecimento do caráter institucional da segurança pública e do sistema prisional; e melhoria da qualidade e da gestão do sistema prisional.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que com a intervenção foi preciso sair praticamente da “destruição” das forças de segurança do Rio de Janeiro para reestruturá-las e assim alcançar resultados. 

“Os números anteriores indicavam a redução da velocidade do crescimento [da criminalidade no Rio]. Afora a questão dos indicadores de confronto entre bandidos e policiais, que isso realmente aumentou, os outros indicadores que tive acesso caem. Cai roubo de carga, homicídio doloso. O que está a indicar, embora tenhamos que observar os próximos meses, que de fato começa a aparecer os resultados dentro daquilo que esperávamos”, disse. 

Mudança no Gabinete de Intervenção – Braga Netto também comentou a saída do general de divisão Mauro Sinott que deixou o cargo de secretário do Gabinete de Intervenção Federal, órgão que assumiu a segurança pública no Rio de Janeiro em fevereiro deste ano. Segundo ele, a saída do general não foi motivada por desavenças.

“A saída do segundo homem da intervenção não foi por nenhuma desavença. Ele saiu porque já estava previsto e eu segurei-o por mais tempo”, disse. 

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Comentários

Fernando O. dos Santos
Sinceramente, não sei de onde este senhor obtém esses dados, pois, desde a intervenção para cá, a coisa piorou de tal forma que não acredito que nada mudará. Estamos mais da metade do meio do ano e esta "intervenção" está com os seus dias contados e nada de extraordinário aconteceu, a não ser, o índice da criminalidade no Rio de Janeiro. Ele deveria sair de trás da mesa e ir para as ruas verificar se realmente alguma coisa mudou na segurança do Rio de Janeiro. Estamos indo de mal a pior. Roubos, tráfico, tiroteios em favelas, assaltos à luz do dia, etc.... Acorda para a vida!!
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