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Mais um mistério no crime

Flordelis diz saber como arma pode ter aparecido em casa, mas alega que é segredo de Justiça

Deputada federal Flordelis (PSD) concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira

Douglas Macedo

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) lançou no ar um novo mistério no caso que envolve a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado na madrugada do último dia 16, em Pendotiba, Niterói.

Apesar de negar que soubesse da existência de uma arma dentro de sua casa, a parlamentar disse conhecer um episódio que justificaria a presença da arma na residência, porém disse que é segredo de Justiça e não entrou em detalhes. Ela também pediu justiça pela morte do pastor. 

Flordelis recebeu a imprensa na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Lá, a parlamentar disse também que não acredita que os filhos Lucas e Flávio, presos como suspeitos pelo crime, tenham cometido o crime, mas que “não põe a mão no fogo por ninguém”.

Flordelis afirmou que não sabe quem foram os responsáveis pelo crime, mas disse que não se pode afirmar que foram seus filhos.

“Se for provado que foram os meus filhos, eu quero saber o porquê. Eu preciso da resposta, do motivo. Se foi um de meus filhos, quero que seja punido”, declarou, alegando que Anderson não era apenas seu marido, mas um parceiro e um amigo. 

A deputada afirmou também que não acredita na hipótese de traição, dizendo que seria “quase impossível” que Anderson tivesse um caso extraconjugal, pois seu marido a acompanhava em todos os lugares e tinha permissão para entrar no Congresso, sendo o responsável por sua articulação política. 

Entrevista foi concedida na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Douglas Macedo

“Ele articulava todas as coisas para mim. Meu marido era uma pessoa muito importante na minha vida”, colocou. 

Nesta segunda-feira (24) por volta de 12h30, a parlamentar chegou à sede da Delegacia de Homicídios de Niterói acompanhada de um de seus filhos e de um amigo da família e prestou horas de depoimento para os investigadores. Mais de 20 depoimentos – de parente, amigos e funcionários de Flordelis – aconteceram ao longo de todo o dia, com as testemunhas chegando aos poucos à delegacia especializada.

O pátio da DH foi fechado para os jornalistas em virtude dos depoimentos. A polícia não revelou o teor de nenhum deles.

O advogado Anderson Rollemberg, que, com Mauricio Mair, se apresentou nesta segunda-feira (24) como advogado de Flávio dos Santos, de 38 anos, filho biológico da deputada federal Flordelis (PSD), negou que ele tenha confessado o assassinato do padrasto, como afirma a Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói.

Segundo a especializada, Flávio teria confessado ter feito seis disparos contra o pastor. Ele cumpre prisão temporária de 30 dias na carceragem da DH. (Colaborou Isabelle Villas Boas) 

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