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Mais um preso da milícia em Itaboraí

Grupo é suspeito de ter participado de uma chacina

Sobe o número de presos acusados de envolvimento com a milícia suspeita de ter participado da chacina que deixou nove mortos em São Gonçalo há uma semana. Na noite desta sexta-feira (25), agentes da 71ªDP (Itaboraí) prenderam mais um homem suspeito de atuar no grupo criminoso. 

Contra o suspeito, que foi preso em uma casa em Cabuçu, Itaboraí, e não resistiu à prisão, havia três mandados de prisão em aberto pelos crimes de formação de quadrilha, roubo e extorsão. 

Ainda na manhã desta sexta-feira (25), agentes do Ministério Público do Estado (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, prenderam outros dois suspeitos de integrar a milícia durante a Operação Barão. 

Segundo agentes da DH, um dos homens citados nas investigações foi preso em flagrante em posse de fotos suas com arma em punho, toucas ninja, um simulacro de arma e uma boina do Exército, além de roupas pretas iguais as relatadas por testemunhas como sendo as usadas pelos executores da chacina.
 

Chacina deixa nove mortos em Itaboraí

A sequência de mortes começou na tarde do último dia 20, um domingo, no bairro de Ampliação, Itaboraí, onde o auxiliar de serviços gerais Pablo Damasceno foi morto com tiros pelas costas, enquanto trafegava na carona de uma motocicleta. Segundo a família, Pablo e um amigo estavam em um churrasco e saíram de moto até um mercado próximo, quando foram abordados por criminosos em um carro, que efetuaram disparos.  

O segundo crime ocorreu no início da noite em Granja Cabuçu, onde Vanderson dos Santos Silva foi morto na Rua B. Um pouco mais tarde começaram os crimes em Marambaia. Homens encapuzados em um carro prata atiraram contra pessoas em um trailer na Rua 25, na localidade do BNH. Hércules de Souza Costa, que trabalhava no trailer, e ainda Michael Douglas da Silva Machado e Allan Patrick Pinto Vicente acabaram baleados. Débora Rodrigues, dona do trailer, foi levada para a Rua Izolina Porto Alves, onde foi executada.  

Em seguida outras três pessoas de uma mesma família foram assassinadas em uma casa na Rua Igualdade. Rodrigo Avelino Braga e Renan Trigueiro de Almeida, que trabalhava em uma loja no Alcântara, São Gonçalo, foram mortos no quintal de casa. Depois os criminosos invadiram a residência e executaram Gabriel Trigueiro de Oliveira, que estava dormindo. 

Além dos mortos, três pessoas baleadas durante a chacina deram entrada no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), mas receberam atendimento e foram liberadas. 

 

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