Assine o fluminense

Momentos de desespero no Boaçu

Mãe de bebê de sete meses contou que teve que se atracar com sequestradora para não ter o filho levado por mulher

Mãe do bebê disse que precisou de atendimento médico após ataque

Foto: Reprodução

Uma manicure viveu momentos de desespero na manhã de segunda-feira (11), quando uma mulher tentou arrancar de seus braços o filho de 7 meses. O ataque aconteceu na Rua Sá Carvalho, no Boaçu, em São Gonçalo. A mãe da criança, Kamilla Medeiros, de 23 anos, contou que entrou em luta corporal para proteger o bebê e acabou sendo espancada pela sequestradora, mas conseguiu impedir que o filho fosse levado. 

Uma pessoa que passava pelo local conseguiu separar as duas mulheres e a sequestradora conseguiu correr e entrar em um carro prata que a esperava, fugindo em seguida. O bebê, por sorte, nada sofreu. A manicure foi socorrida e levada para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, onde passou por exames e precisou imobilizar um dos braços por conta de uma luxação.

Kamilla contou que teve muito medo do filho ser levado. 

“Estava andando na rua indo resolver um problema quando uma mulher veio na minha direção me olhando. De repente ela se aproximou e começou a puxar meu filho dizendo que era filho dela. Eu segurei meu filho com força, mas ela tentava tirar ele de mim. De repente ela começou a virar meu braço, que acabou ferido. Abracei meu filho e, sem conseguir me defender direito, ela começou a bater na minha cabeça com muita força. Uma mulher chegou e a sequestradora fugiu em um carro prata que estava esperando por ela”, relatou. 

A manicure foi à 73ª DP (Neves) fazer o registro de ocorrência. 

“Fui à delegacia. Estava cheia de dor, toda machucada e ainda sim fiquei de 12h até às 16h esperando atendimento. Quando chegou a minha vez, o inspetor disse que não poderia me atender porque eu deveria fazer o registro na 72ª DP (Mutuá). Eu ainda questionei, dizendo que podemos fazer o registro em qualquer uma [delegacia], porém ele disse que demoraria mais para ser investigado porque a ocorrência iria por malote para o Rio e depois para a 72ª DP. Eu disse tudo bem, mas ele ainda assim se negou. Eu fui embora e sinceramente perdi a vontade de registrar, porque sei que não vai dar certo mesmo. Depois de passar por tudo, nem o registro consegui fazer. 

Até o fim da noite, a assessoria de imprensa da Polícia Civil não se pronunciou sobre o caso. 

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Marialva
Se fosse a Mãe dele, criaria esse problema todo ou faria o Registro e levaria pessoalmente até a 72 DP do Mutuá ??? Isso é uma vergonha e esse iNSPETOR TEM QUE SER PUNIDO !!!
Vote up!
Vote down!

: 1

You voted ‘up’

Falo mesmo
A má vontade é uma coisa impressionante neste país, esse inspetor tinha que ser exonerado do cargo pois não quer trabalhar da vaga para quem quer !
Vote up!
Vote down!

: 0

You voted ‘up’

Scroll To Top