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Cerco policial mata seis bandidos e fere três no acesso à Rio-Niterói

Além dos criminosos, uma passageira de um ônibus e um policial também ficaram feridos durante a ação

Ônibus que ficou no meio do fogo cruzado foi atingido por diversos disparos

Foto: Marcelo Feitosa

Seis suspeitos morreram e três ficaram feridos durante perseguição e troca de tiros no acesso à Ponte Rio-Niterói da Alameda São Boaventura, Zona Norte de Niterói, na manhã desta segunda-feira (20). Um policial e uma passageira de um ônibus que trafegava pela via também ficaram feridos durante a ação.

As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca. O acesso chegou a ser bloqueado por cerca de duas horas. Na ação, a polícia apreendeu quatro fuzis, quatro pistolas e duas granadas, além de vários radiocomunicadores. 

De acordo com a polícia, quatro bandidos morreram no local e os outros dois no hospital. A passageira do ônibus, uma idosa ferida por estilhaços no pé, foi medicada e teve alta no mesmo dia. O sargento da polícia militar, que foi baleado na ação, passou por uma cirurgia na perna e está estável, de acordo com a PM. 

Segundo a polícia, os bandidos que estavam divididos em dois carros, um Jeep Renegade e um Honda HRV, ambos brancos, seriam oriundos do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. 

De acordo com o comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Márcio Guimarães, a polícia recebeu informações de que integrantes do tráfico de drogas do Rio cometeram assaltos na Alameda e também em Maria Paula, durante o fim de semana, e possivelmente iriam retornar para a comunidade de origem. Em posse das informações, a polícia montou um cerco no acesso à Ponte Rio-Niterói, com o objetivo de evitar a fuga dos criminosos para o Rio.

“Munidos dessas informações e também com a características dos carros em que estariam os criminosos, nós montamos a operação para surpreendê-los. Ao avistarem os carros que batiam com as características informadas, os policiais iniciaram a perseguição, que resultou em troca de tiros com os suspeitos. O ponto estratégico da abordagem foi justamente a subida da Ponte, para evitar que inocentes ficassem na linha de tiro. Não sabíamos o que íamos encontrar pela frente e trabalhamos de forma para evitar ferir civis. A gente também não sabia quantos eram e quais eram os marginais. Nos preparamos para o pior, e tivemos um resultado positivo para a polícia. Graças a Deus, nenhum inocente foi ferido gravemente. O que não podemos é deixar que marginais trafeguem tranquilamente no centro de uma cidade com armas de guerra. O Estado está fazendo o trabalho dele”, explicou. 

A delegada titular da Divisão de Homicídios (DH) de Niterói, Bárbara Lomba, disse que não pode afirmar onde estavam os bandidos e por quanto tempo permaneceram em Niterói ou em São Gonçalo.

“Precisamos confirmar com as investigações quais os motivos reais do trânsito desses bandidos do Rio para cá. Já estávamos cientes de que bandidos do Rio estavam vindo para Niterói. Certamente, as agências de setores de inteligência das polícias Civil e Militar terão essa resposta. Aqui em Niterói estamos com disputas por território entre as facções e, eventualmente, poderia ser esse o motivo. Mas agora, inicialmente, não podemos afirmar se é ou não. Ou eles podem estar vindo somente para roubar, assim como houve na ocasião do Plaza, em que os bandidos também eram do Rio. Nesse caso, também podem se abrigar em alguma comunidade”. 

Apesar da polícia não confirmar, existe a possibilidade desses homens terem vindo de bailes funk que aconteceram no domingo na região. Pelas redes sociais, moradores relataram a realização de eventos desta natureza na comunidade do Santo Cristo, no Fonseca, em Niterói, e também na comunidade da Alma, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo.

Policiais apreenderam Fuzis, granadas e pistolas

Foto: Marcelo Feitosa

Inocentes na linha de Tiro

Passageiros e o motorista que estavam no ônibus, que faz a linha 721D, Alcântara X Botafogo, da Autoviação Fagundes, ficaram no meio do fogo cruzado entre policias e criminosos e viveram momentos de pânico. Uma mulher que estava no ônibus foi atingida por estilhaços durante a troca de tiros. 

Segundo o motorista, o ônibus saiu de Alcântara às 4h40, com 38 passageiros, e ao se aproximar do acesso à Ponte, ele notou uma movimentação estranha.

“Chegando à subida da Ponte, eu vi um veículo blindado da PM, logo no início do acesso, e, por uma questão de segurança, pedi para que os passageiros se abaixassem. Quando subi, dei de frente com um carro branco dando marcha à ré, que chegou a encostar no ônibus. Ficamos parados e os bandidos desceram. Foi muito tiro! Temi pela minha vida e pela vida dos passageiros. Os bandidos chegaram a se esconder embaixo do ônibus. Ouvi quando a senhora começou a gritar. Ela estava sentada exatamente atrás de mim. Graças a Deus ficamos todos bem”, contou o motorista Marcos Antonio de Jesus Silva, de 52 anos, que há 30 trabalha na profissão. 

Linha de tiro – Um cabo da Marinha de 25 anos, que estava a caminho do trabalho, acabou ficando no meio do fogo cruzado. O carro dele, um Fiesta preto, foi atingido por disparos no teto e também na porta. 

“Foram cinco minutos de desespero e eu realmente não sabia o que fazer, então abaixei. Vi que os policiais se preocuparam comigo e perguntaram se eu estava bem. Eu não estava entendendo o que acontecia. Os tiros pegaram somente no meu carro e, graças a Deus, não fui atingido. Esse é um trajeto que eu faço diariamente, não nesse horário, no entanto, eu acabei saindo mais cedo de casa. A sensação agora é de estar abençoado e saber de fato que Deus está olhando para mim”, desabafou. 

Investimento – Os acessos de entradas e saídas de Niterói atualmente são monitorados pelos Portais de Segurança, incluindo a Alameda São Boaventura e a Ponte Rio-Niterói. O sistema permite identificar em tempo real a entrada de carros roubados na cidade.

A partir de investimentos realizados pela Prefeitura de Niterói, policiais militares reforçam o patrulhamento da cidade através de programas como Proeis e o Niterói Presente. Através do Proeis, atualmente, são disponibilizadas 150 vagas diárias para que PMs, até mesmo de outros batalhões, realizem patrulhamento pelas ruas do município em seus horários de folga. 

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Comentários

Elson Luiz
Parabéns a Polícia Militar. A pergunta que fica: Cadê a Polícia Rodoviária Federal da Ponte!?!?!?!?!
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