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Mulher é morta com tiro na cabeça pelo marido em Maricá

Homem foi preso e alegou que disparo foi acidental, mas polícia contesta versão

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios

Marcelo Feitosa

Uma mulher foi morta com um tiro na cabeça na Comunidade da Linha, em Maricá, na noite de domingo (17). Segundo a polícia, o disparo foi feito pelo marido. Eles estavam casados há 12 anos e têm uma filha de 9 anos. Segundo a polícia, o caso está sendo tratado como feminicídio. De acordo com dados do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, em janeiro de 2019 foram registrados três feminicídios e em fevereiro do mesmo ano, 11. Os crimes ocorridos no mês de março ainda não foram divulgados pela Justiça. 

Agentes do 12º BPM (Niterói) realizavam uma operação próximo ao local do crime quando foram alertados por moradores que um homem tinha atirado na esposa dentro de uma residência. Quando os militares chegaram ao local, a vítima já estava morta. 

O homem foi preso após os policiais realizarem uma busca pela região. Ele foi encontrado na casa de uma irmã, com a arma que teria sido utilizada no crime: um revólver calibre 38, com a numeração raspada. 

No depoimento prestado, o homem alegou ter sido um disparo acidental. No entanto, a polícia contesta a versão.

“De acordo com a perícia, pela posição do disparo, feito de curta distância, e pela inclinação do disparo, foi afastada a hipótese de tiro acidental”, informou o delegado Gabriel Paiva Martins. 

Segundo a Prefeitura de Maricá, a vítima era funcionária comissionada da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá e atuava no Caminhão do Peixe, projeto da pasta que leva pescado produzido na cidade aos bairros. “A família está recebendo toda a atenção por parte da prefeitura, sendo que a filha de 9 anos está com parentes, mas sob o acompanhamento do Conselho Tutelar”, diz trecho de nota divulgada. 

O acusado, segundo a prefeitura, é funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços ao município de Maricá. 

Na tarde desta segunda-feira (18), o preso foi encaminhado para uma audiência de custódia. A Divisão de Homicídios (DH) de Niterói investiga o caso.

 
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