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Niterói: cai o número de armas de fogo apreendidas pela polícia

De janeiro a novembro de 2016 foram 48 a menos que no ano anterior

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de apreensão de armas de fogo pela polícia em Niterói diminuiu em 13% entre janeiro e novembro de 2016, em relação ao mesmo  período em 2015. No ano retrasado foram 351 armas retiradas de circulação. Já no ano passado foram 303 apreensões na cidade, 48 armas a menos.

Doutor em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Ozéas Lopes Filho acredita que a polícia tem se aplicado ao extremo para diminuir os índices de criminalidade, no entanto não tem a mesma mobilidade que o crime possui para poder se reorganizar. 

“Dessa maneira, tem intensificado o confronto e os resultados até aparecem, embora bem saibamos que nenhuma corporação, empresa ou órgão consiga viver no seu limite produtivo. Por outro lado, ainda que no limite, a própria máquina pública não tem a mobilidade que o crime possui para se posicionar nesse palco de operações, para isso basta ver o tempo que cada lado leva para comprar uma arma, providenciar a reposição de um rádio ou mesmo uma viatura. Para o crime, o carro está parado na rua é só pegar”, comparou.

O coronel Márcio Rocha, que assumiu o comando do 12º BPM  (Niterói) em novembro passado, disse que trabalha no sentido de melhorar esses números em 2017, focando na produtividade.

“Vamos itensificar as abordagens em operações repressivas em comunidades sob influência do tráfico para apreender além de armas, drogas e também efetuar prisões. Isso diminuirá a circulação das armas”, declarou, acrescentando que também irá aumentar ações de vasculhamentos e abordagens pontuais.

UPPs: 250 armas apreendidas em um ano

As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) apreenderam 256 armas entre janeiro de 2016 e a primeira semana deste ano. No total, 155 pistolas, 71 revólveres e mais de 15 fuzis foram encontrados nas operações realizadas pelos policiais. Os PMs das unidades também apreenderam mais de 270 quilos de drogas (cocaína, maconha e crack) e prenderam cerca de 1,5 mil pessoas.

“Realizamos operações rotineiras. Temos um planejamento diário de patrulhamento em locais em que se verifica maior incidência criminal. Também fazemos operações maiores com o apoio do nosso Comando de Operações Especiais (COE), que inclui Bope, Choque e BAC. Estas ações seguem o nosso lema principal: garantir os direitos e preservar a vida da população”, afirmou o coordenador operacional da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), capitão Rogério Macedo.

Segundo o policial, todas as unidades contam com um setor de Inteligência para garantir o sucesso das apreensões e prisões.

“Cada UPP tem um setor de Inteligência e há uma Superintendência localizada na CPP. A coordenação e integração de informações dos canais técnicos incluem ainda a Coordenadoria de Inteligência da PM. Contamos com a colaboração da população também. Cabe ressaltar ainda que temos uma interação muito boa com a Polícia Civil”, explicou Macedo. 

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