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Operação deixa alunos sem aula no Caramujo

Agentes do 12º BPM (Niterói) realizaram no início da manhã desta sexta-feira (6) uma operação no Complexo do Caramujo. Não houve confronto, mas duas escolas municipais suspenderam as aulas, deixando 570 alunos sem aula. Além de coibir a venda de drogas e o roubo de carros promovido na cidade por traficantes, a polícia informou que a operação também buscou identificar o sucessor de Igor Cristiano Santos de Freitas, o “Revólver”, no comando do tráfico local, preso nesta semana no Complexo do Alemão, no Rio. A polícia também tenta confirmar a morte de dois traficantes que seriam ligados a “Revólver”.

“Toda a situação [da sucessão] está sendo monitorada. Operamos pela segunda vez na mesma semana no Caramujo para coibir a venda de drogas e o roubo de carro, que foi um dos índices que teve aumento no município. Pelas informações que já colhemos, sabemos que todos na comunidade estavam insatisfeitos com o “Revólver”, por conta da liberação dos roubos a moradores dentro da própria comunidade. Estamos apurando quem será escolhido como novo líder da comunidade”, declarou.

Durante a operação na região, um suspeito foi preso com um radiotransmissor e 150 trouxinhas de maconha foram apreendidas. O caso foi apresentado na 77ª DP (Icaraí). 

Investigações – Segundo a Polícia Civil, após a prisão “Revólver”, dois homens que seriam de sua confiança, identificados apenas como “Bolinho” e “Pocoiô”, teriam sido executados por ordem do homem apontado como seu antecessor, Rodrigo da Silva Rodrigues, o Tineném.

De acordo com investigações da 78ª DP (Fonseca), a cúpula do Comando Vermelho, no Complexo do Alemão, também estaria insatisfeita com as atitudes de “Revólver”, que, segundo a polícia, por meio de seus homens de confiança, havia liberado os roubos a moradores dentro da própria comunidade e estaria cobrando o pagamento de taxas para segurança nas casas, além de monopolizar a venda de botijões de gás. As investigações também apontaram que eles gerenciavam o pagamento de aluguéis e a compra e venda dos imóveis na região, cobrando uma porcentagem.

Há suspeitas de que os chefes do CV teriam entregado à polícia o paradeiro de “Revólver”, no Complexo do Alemão, através de denúncias anônimas. 

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