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Operação caça dirigentes de clubes e de torcidas

De acordo com o Ministério Público, dirigentes de clubes de futebol são acusados de repassar ingressos para as torcidas

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem hoje (11) 14 mandados de prisão preventiva envolvendo dirigentes de clubes de futebol e de torcidas organizadas no Rio de Janeiro. Eles são acusados de irregularidades como a venda ilegal de ingressos (cambismo).

De acordo com o Ministério Público (MP), dirigentes de clubes de futebol são acusados de repassar ingressos para as torcidas, que os repassam a cambistas. Parte desses ingressos seria repassada, inclusive, para torcidas organizadas proibidas pela Justiça de frequentar jogos de futebol.

A operação, feita em conjunto pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor MP e pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Polícia Civil, é um desdobramento da Operação Limpidus.

Na primeira fase da operação, no dia 1º de dezembro, foram cumpridos mandados de prisão temporária, de condução coercitiva (quando a testemunha é levada para a delegacia para prestar depoimento) e de busca e apreensão.

Primeira fase – Líderes de torcidas organizadas e dirigentes de clubes de futebol foram alvos de uma operação da Polícia Civil realizada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro. O objetivo era desarticular um esquema criminoso de repasse de ingressos. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada pela polícia para depor.

Além de líderes das torcidas Raça Rubro Negra, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco, também prestaram depoimento o presidente do Fluminense Pedro Eduardo Abad e o vice-presidente futebol do Vasco, Eurico Brandão, filho do presidente do clube, Eurico Miranda.

Três mandados de prisão temporária de líderes das torcidas do Fluminense Young Flu e Força Flu foram cumpridos. O presidente da torcida Fiel Tricolor continua foragido.

De acordo com investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática e do Ministério Público (MP), representantes de clubes da capital fluminense repassavam ingressos às torcidas organizadas para que fossem vendidos por cambistas. O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, Marcos Kac, conclui que as relações entre clubes e torcidas organizadas são fundamentadas em práticas ilegais.

“A partir desta investigação, nós conseguimos identificar uma série de torcedores e denúncias que serão posteriormente colocadas em uma denúncia penal. Também conseguimos avançar em uma relação espúria existente entre os dirigentes dos clubes e as torcidas organizadas”, disse Kak.

Entre os itens apreendidos estão credenciais, camisas de torcidas organizadas, um computador e documentos. Além disso, dois facões foram encontrados na casa do vice-presidente de estádios do Botafogo, Anderson Simões, que prestou depoimento na Cidade da Polícia.

(Fonte: Agência Brasil)

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