NITERÓI/RJ
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Polícia fecha cerco contra milícia de Itaboraí

Esposa de um dos acusados foi detida na operação

Foto: Marcelo Feitosa

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma megaoperação na manhã desta quinta-feira (4) para cumprir 74 mandados de prisão e 93 de busca e apreensão contra um grupo acusado de participar de uma milícia que atua em Itaboraí. A ação acontece em pontos do Rio, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Rio Bonito. O grupo seria ligado ao ex-PM e miliciano Orlando Curicica. Até o momento, pelo menos, 39 criminosos foram presos. 

Denominada Operação Salvator, a ação é comandada pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). A investigação revelou que a organização criminosa é responsável por inúmeros casos de homicídios, torturas, extorsões, desaparecimento de pessoas e cemitérios clandestinos. Entre os presos de hoje estão os autores da chacina que deixou dez mortos no dia 20 de janeiro na cidade.

Entre os envolvidos estão policiais militares e advogados. A ação tem o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar.

Segundo a polícia, a investigação começou após o número de homicídios disparar no município em pouco tempo. O bando teria escolhido Itaboraí por conta do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e da possibilidade da retomada de obras, o que foi usado para exploração da milícia. 

Um policial militar lotado na UPP de Manguinhos identificado como 'China', foi preso em um condomínio residencial de Rio Bonito. Ele é apontado como um dos principais nomes da organização criminosa, junto com Renato Nascimento Santos, o ‘Renatinho Problema’, preso em dezembro de 2018.  

China e Rogerinho teriam se desentendido por conta de uma disputa territorial, gerando uma divisão dentro da organização criminosa.  

Em Niterói, um casal foi preso em um condomínio na orla de Icaraí, Zona Sul. O homem é acusado de se passar por policial civil da delegacia de Itaboraí, enquanto a mulher, esposa do preso, usava sua profissão de advogada para explorar vítimas da milícia. 

Em Itaboraí, um ex-pm fugiu ao pular do 4° andar de seu prédio quando percebe a ação dos policiais. Sua esposa foi conduzida à delegacia. 

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