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Milicianos são suspeitos de chacina

Informação foi passada pela delegada Bárbara Lomba. Ela descartou que vítimas tenham sido mortas pelo tráfico

Para Bárbara Lomba, os crimes teriam sido cometidos pelo mesmo grupo

Douglas Macedo

A chacina que deixou nove pessoas mortas e outras três feridas em Marambaia, Itaboraí, no limite com São Gonçalo, entre a tarde de domingo (20) e a madrugada desta segunda-feira (21), pode ter sido cometida por um grupo de milicianos. É o que afirmou Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, durante entrevista nesta terça-feira (22), na sede da especializada, no Centro de Niterói. Segundo a delegada, as investigações descartam a possibilidade de uma guerra do tráfico na região.

“Pode ser uma atuação de grupo de milicianos. Não podemos afirmar ainda, mas essa seria a principal hipótese e sabemos que foram os mesmos autores que praticaram os homicídios diversos, mas que têm conexão entre eles”, declarou. 

A delegada disse também que a polícia já conseguiu algumas imagens de câmeras e está em busca de outras que possam ajudar na elucidação das mortes. 

“Estamos com as investigações avançadas e também já ouvimos familiares das vítimas. Os policiais também estão em diligências para identificar testemunhas”, informou. 

Sobre o fato de um policial militar ter sido morto poucos dias antes, no mesmo local onde aconteceu a maior parte das mortes, a delegada disse que para a polícia tudo chama a atenção. 

“Não podemos descartar nada e temos que trabalhar com todas as hipóteses”, declarou. 

Bárbara Lomba disse também que, apesar de só uma vítima ter anotação criminal, a polícia investiga outras hipóteses. 

“Inicialmente a gente apurou que as vítimas teriam algum tipo de conhecimento em relação ao tráfico de drogas, ou podem já ter sido usuárias, ou andavam junto com quem usava ou tinham algum envolvimento. Pois existem casos de pessoas que estão envolvidas com o crime e não possuem anotação criminal”, explicou. 

Ainda de acordo com a polícia, há indícios de que o carro prata onde estariam os atiradores seja clonado, já que o veículo foi procurado em registros de roubo nas delegacias e não foi encontrado nenhum que batia com as características fornecidas. A polícia, no entanto, não divulgou qual era a marca e o modelo do veículo. 

Enterros – Cerca de 100 pessoas estiveram no enterro de três vítimas da chacina, na tarde de ontem, no Cemitério Municipal do Maruí, no Barreto, Zona Norte de Niterói: os primos Renan Trigueiro de Almeida, de 20 anos, e Gabriel Trigueiro de Oliveira, de 19, e o tio deles Rodrigo Avelino Braga, de 38 anos. 

Durante o cortejo, pessoas hostilizaram profissionais da imprensa que estavam no local. Um fotógrafo foi agredido por um homem que se dizia familiar das vítimas. Ninguém da família quis falar com a imprensa. Uma viatura da Polícia Militar ficou em frente ao cemitério durante todos os sepultamentos. 

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