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Traficantes cortam internet dos moradores de Jurujuba

Crime organizado quer monopolizar controle do serviço no bairro. Boletos já podem ser pagos nas bocas de fumo

 

Marcelo Feitosa

Policiais da 79ª DP (Jurujuba) investigam denúncias de que traficantes do bairro teriam ordenado o corte no fornecimento do serviço de internet para que moradores sejam obrigados a contratar o serviço pirata fornecido pelo tráfico local. Na Avenida Carlos Emerlindo Martins, uma das principais vias do bairro, vários fios podem ser vistos pendurados em postes. Em várias outras ruas a situação é a mesma. O pagamento dos boletos ao tráfico estaria sendo feito diretamente nas bocas de fumo.

“Já possuímos um serviço de péssima qualidade, pois são poucas as empresas que atuam na área. Precisamos de internet para trabalhar e estudar. Estamos completamente ilhados aqui no bairro e não temos opção”, lamenta um morador. 

A delegada titular da 79ªDP, Helen Sardenberg, disse que a delegacia já está ciente da situação.

“Temos uma investigação em curso sobre a ação do tráfico local. Sobre a questão da internet cortada, as empresas fornecedoras do serviço em Jurujuba não querem denunciar o caso, declarou sem dar detalhes da investigação. 

As duas empresas fornecedoras de internet em Jurujuba não atenderam às ligações feitas pela equipe de reportagem.

Delegada Helen Sardenberg, titular da distrital de Jurujuba, disse estar ciente da situação envolvendo o tráfico com a exploração do serviço de internet para os moradores do bairro

Arquivo / Douglas Macedo

Memória – Não é de hoje que a violência tem assustado moradores de Jurujuba. Em março, seis câmeras de monitoramento da ONG Viver Bem foram quebradas e roubadas. Antes do crime, elas registraram a movimentação de quatro criminosos, um deles armado. 

Já em maio, comerciantes de Jurujuba foram ameaçados e impedidos de abrir as portas dos seus estabelecimentos. O toque de recolher no bairro foi imposto por traficantes do Morro Peixe Galo, em represália pela morte de um comparsa, na véspera, em confronto com a Polícia Militar. Na ocasião, além do comércio, também não funcionaram a Colégio Estadual Fernando Magalhães, a Creche Comunitária de Jurujuba e a policlínica do bairro. 

Um mês depois, a situação se repetiu. No dia seguinte a um confronto com a Polícia Militar na comunidade do Peixe Galo, que deixou um suspeito de tráfico morto e cinco pessoas presas, quatro delas feridas, os comerciantes não abriram as portas. 

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Comentários

DOMICIO SATHLER FIGUEIREDO
E O FIM!!!!!
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Clauda Ramos
Na estrada Frei Orlando. Mas conhecida como Jacaré, também é assim! Moradores só podem usar Internet que o tráfico cobrar, TV por assinatura Gatonet deles.... E isso já tem 2 anos!
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