NITERÓI/RJ
Min:   Max:

Suspeita de crime ambiental na Baía

Funcionários despejaram o líquido, possivelmente contaminado, na Baía de Guanabara

Divulgação / GAM

Funcionários de uma empresa de manutenção naval e industrial foram conduzidos na tarde desta quarta-feira (13) até a sede Polícia Federal, no centro de Niterói, suspeitos de crime ambiental. 

De acordo com a PF, eles foram interceptados por agentes do Grupamento Aeromóvel (GAM), que notaram a ação dos funcionários no momento que realizavam despejo de resíduos na Baía de Guanabara. 

Questionados, os agentes alegaram que o caminhão da empresa, que fez o despejo, continha em seu interior água contaminada com óleo e diesel e por isso detiveram os funcionários no local. De acordo com o advogado da empresa investigada, o que existia no caminhão eram apenas resíduos resultantes das recorrentes chuvas que atingiram a cidade. Segundo ele, não existia óleo no líquido. 

De acordo com a Polícia Federal, uma análise preliminar foi realizada para averiguar se realmente o caminhão despejou água contaminada no local. 

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que a ocorrência foi conduzida pela Polícia Federal, em Niterói, com apoio do Inea. A empresa foi notificada para, no prazo de 48 horas, apresentar a licença e o manifesto de resíduos. Os técnicos do instituto coletaram amostras de água da Baía de Guanabara, a fim de verificar a possível contaminação da água.

De acordo com o delegado Rogério de Souza,um inquérito policial será aberto para que as devidas providências sejam tomadas

Douglas Macedo

De acordo com o delegado da Polícia Federal Rogério de Souza, um inquérito policial será aberto para que as devidas providências sejam tomadas. Ainda segundo ele, os funcionários, que foram conduzidos para a PF, estavam a serviço das empresas, cumprindo ordens superiores. 

Segundo a PF, há indícios de que a empresa não tenha cumprido todas as normas e exigências legais para o despejo que foi realizado. Os fatos ainda serão apurados.

Scroll To Top