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Suspeito de tráfico em Niterói é acusado de matar Matheusa

Vítima foi baleada, esquartejada e teve o corpo incinerado em favela do Rio

Um traficante de Niterói é apontado pela polícia como o homem que atirou no estudante da Uerj Matheus Passarelli Simões Vieira, conhecido pelo nome social Matheusa, morto em abril passado. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) concluiu inquérito policial instaurado em maio de 2018, que apontou que o estudante foi assassinado por traficantes do Morro do Dezoito, em Água Santa, na Zona Norte do Rio. Depois, ele teve o corpo esquartejado e incinerado. 

O acusado pelo disparo, segundo a polícia, é conhecido como “Pé da Boa”. Ele é oriundo do Morro Boa Vista, em São Lourenço, Niterói. Na época do crime, ele estava escondido na comunidade onde o estudante foi morto. As duas comunidades são dominadas pela facção Amigos dos Amigos (ADA). 

Dois outros acusados do crime tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Um deles seria o chefe do tráfico no “Dezoito”. Ambos respondem por homicídio doloso e ocultação de cadáver. De acordo com a polícia, este último foi preso pela PM em julho passado em uma casa na Piedade, na Zona Norte. Com ele, foram apreendidos um fuzil e 35kg de maconha. 

O caso – De acordo com a delegada Elen Gomes Pereira Souto, Matheusa foi capturada pelos criminosos ao entrar na comunidade em 29 de abril do ano passado, após sair correndo de uma festa completamente desorientada. Depoimentos de amigos à polícia relataram que ela passava por dificuldades financeiras e foi até a festa. Lá, demonstrou intenso descontrole emocional”. 

Segundo a polícia, ela foi levada por uma amiga até a porta da casa para ir embora. Após abraçar a dona da residência, saiu correndo em direção à rua, deixando sua bolsa e seu celular. 

Ainda segundo a polícia, a vítima retirou as peças de roupa na rua deixando um rastro pelo trajeto que fez até a comunidade. Populares tiraram fotos dela caminhando pelada próximo ao acesso ao Morro do 18. Essas fotos circularam nas redes sociais, assim como áudios que narravam o que havia acontecido.

O inquérito concluiu que Matheusa se desentendeu com os traficantes locais e tentou pegar a arma de um deles, sendo alvejada e seu corpo ocultado dentro da comunidade. Ela cursava Artes Visuais na Uerj e era moradora de Rio Bonito.

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