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Tecnologia vira aliada no combate ao comércio ilegal de armas

Nos primeiros sete meses do ano, foram apreendidos 324 fuzis

Desarme usa tecnologia no combate ao comércio ilegal de armas

Foto: Divulgação/Carlos Magno

Nos sete primeiros meses deste ano, foram apreendidos em todo o Estado do Rio de Janeiro 324 fuzis, 22 submetralhadoras, 2.063 pistolas e 2.049 revólveres, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Para combater o comércio ilegal de armas, a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) está usando a tecnologia no trabalho de investigação e inteligência. Um novo sistema de informática está sendo criado para que informações detalhadas, agrupadas em um banco de dados, possam subsidiar as investigações. Isto significa que os investigadores passam a contar em seus trabalhos com informações precisas sobre cada armamento apreendido no estado.

– Para produzir dados estatísticos mais fidedignos, a Desarme propôs ao setor de informática da Polícia Civil algumas alterações sistêmicas. Isto vai refletir numa maior fidedignidade das informações apresentadas. A proposta é que após o exame pericial esses dados retornem ao sistema. Isto dará mais subsídio à investigação – explicou André Leiras, delegado da Desarme.

Com o novo modelo, os investigadores passarão a contar com informações extras. Ele esclarece que toda arma apreendida é periciada e que nesta verificação surgem dados que não constam no registro inicial. São detalhes técnicos que apenas o perito pode fornecer. São essas minúcias que permitem saber, por exemplo, a origem de fabricação do artefato. É possível identificar se um AK 47 é russo ou chinês.

– Pela proposta, todo laudo será automaticamente incorporado ao banco de dados. Queremos chegar na origem desses fuzis. Saber qual caminho fizeram para chegar no Rio e quem são as pessoas ou organizações criminosas envolvidas – afirmou Leiras.

Desarme troca informações com outras forças policiais

A Desarme troca, constantemente, informações com todas as delegacias da Polícia Civil do Rio de Janeiro e de outros estados do país. Além disso, atua em parceria com órgãos nacionais e internacionais, como os americanos DEA (Drug Enforcement administration) e ATF (Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives). Também entram na lista a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Exército Brasileiro e outras agências de inteligência.

Com trabalho atual é possível produzir investigações qualificadas, com base em informações de inteligência. Segundo a Desarme, um fuzil vale no mercado negro entre R$ 50 a R$ 70 mil. Em uma compra legal, nos Estados Unidos, por exemplo, a arma valeria 1,5 mil dólares.

Todas as portas de entrada do estado recebem fiscalização. Como resultado, a Polícia Civil apreendeu, em junho, 60 fuzis de guerra, no Aeroporto do Rio de Janeiro, vindos de Miami.

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