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Alerj abre discussão sobre a indústria naval

Objetivo é minimizar a redução das atividades do setor no Estado

Segundo dados do Sinaval, cerca de 45 mil trabalhadores perderam seus empregos entre 2014 e 2016

Foto: Evelen Gouvêa

Do fim de 2014 a fevereiro de 2016, cerca de 45 mil trabalhadores da indústria naval perderam seus empregos no Brasil, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval). Só no estado do Rio - no ano passado - foram demitidos 10 mil funcionários. Para tentar minimizar a redução das atividades no setor, foi instalada nesta terça-feira (19) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a Frente Parlamentar de Apoio à Indústria Naval e Offshore.

O presidente da Frente, deputado Waldeck Carneiro (PT), disse que pretende lutar pela recuperação dos empregos e pelos pagamentos dos direitos trabalhistas. “A indústria naval brasileira é fundamental para a economia nacional e do estado do Rio. Ela nasceu aqui, no município de Niterói, na Ponta d’Areia, e viveu momentos gloriosos no início dos anos 2000, com geração de empregos na casa dos 80 mil trabalhadores. Agora vivemos um momento de retração e precisamos reverter isso”, afirmou o parlamentar.

Compõem a Frente Parlamentar os deputados Paulo Ramos (PSol), vice-presidente, Nivaldo Mulin (PR) e Dr. Julianelli (Rede). Também estiveram presentes na reunião os parlamentares Carlos Osório (PSDB), Gilberto Palmares (PT) e Milton Rangel (DEM). 

Angra dos Reis - Durante a reunião, a presidente da Sindimetal do município de Angra dos Reis, na Região Sul Fluminense, Cristiane Marcolino de Souza, relatou que a falta de investimentos no setor já acarretou mais de três mil demissões.

“Em 2014 tínhamos 7 mil funcionários trabalhando em três plataformas, atualmente só temos uma estação de trabalho e apenas 2.500 empregados”, informou Cristiane. A prefeitura de Angra dos Reis deixou de arrecadar com o setor R$ 97 milhões, nos últimos dois anos, de acordo com o vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci.

“Isso significa menos investimentos na cidade. Os trabalhadores perderam o emprego e pararam de gastar, deixando de fomentar a economia do município. É um equívoco não se investir nessa indústria”, pontuou. 

Pressão - Para o presidente da Sindimetal do Rio de Janeiro, Jesus Cardoso, vários fatores explicam a crise do setor. Um deles é o fato de a Petrobras estar direcionando parte das encomendas para fora do país. “Temos que fazer uma pressão na Petrobras. Ela precisa encontrar uma saída para a crise e voltar a investir no estado”, disse Cardoso.

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