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Bolsonaro defende vinculação do Coaf ao Banco Central

Presidente diz que objetivo é tirar do jogo político o órgão do Ministério da Economia

Bolsonaro participou nesta sexta de cerimônia de promoção de oficiais-generais

Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a vinculação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Banco Central, de forma a evitar que o órgão sofra pressões políticas. A declaração foi feita nesta sexta (9) de manhã, quando o presidente deixou o Palácio da Alvorada.

A reforma administrativa do governo do presidente Jair Bolsonaro previa a transferência do Coaf para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida, no entanto, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, que manteve o órgão subordinado ao Ministério da Economia.

“O que pretendemos é tirar o Coaf do jogo político e vincular ao Banco Central [BC]. Caso vá para o BC, o Coaf fará seu trabalho sem suspeição de favorecimento político. Se for no BC, quem vai decidir é o Roberto Campos [presidente do BC]. Ao que parece, ele pretende ter um quadro efetivo do Coaf, que mudaria de nome. Quanto menos a política interferir no destino do país, melhor”, disse Bolsonaro.

Imposto de Renda – O presidente voltou a negar a intenção de criar uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele, no entanto, defendeu uma desburocratização do Imposto de Renda, de forma a evitar as idas e vindas de recursos por conta de deduções a partir de notas fiscais de gastos com saúde e educação.

“Queremos facilitar o Imposto de Renda. Aumentar a base, acabar com algumas deduções e diminuir a margem de 27,5%. Grande parte [da população] paga o Imposto de Renda e o recebe [de volta]. Nós sabemos que tem muita gente arranjando nota fiscal para justificar educação, saúde. A gente quer acabar com isso, simplificando”, acrescentou. 

PGR – O presidente Jair Bolsonaro também disse nesta sexta-feira (9) que vai indicar o nome para o comando da Procuradoria-Geral da República até a próxima sexta-feira (16). Segundo ele, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tem apresentado sugestões, mas ainda não há uma definição sobre o sucessor de Raquel Dodge.

“É uma escolha muito importante. É o mesmo que casamento. Tem de se escolher bastante para se casar. Todo o mundo está no páreo. Tem uns 80 no páreo”, também disse o presidente ao deixar o Palácio do Alvorada.

Bolsonaro deixou a residência oficial em Brasília acompanhado por Sérgio Moro. Segundo ele, o ministro foi encontrá-lo para que pudessem participar juntos da cerimônia de promoção de 16 oficiais-generais do Exército, em Brasília. 

Já no evento, ao parabenizar os recém-promovidos, Bolsonaro disse que “a Deus devemos nossas vidas e ao Exército e algumas outras instituições devemos nossa liberdade”. “Colegas nossos do passado tombaram por essa liberdade e outros tiveram suas reputações praticamente destruídas pela infâmia e pela mentira. Mas a consciência de todos nós é de que estávamos no caminho certo”, disse. 

Declaração vira meme na internet

Em resposta a um repórter, quando deixava o Palácio Alvorada na manhã desta sexta, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que fazer cocô dia sim, dia não é importante para ajudar na preservação do meio ambiente. A declaração foi feita após Bolsonaro ter sido questionado sobre como é possível conciliar a preservação ambiental com o crescimento econômico. Segundo ele, é só deixar de comer um pouquinho, fazer cocô dia sim, dia não, que já melhora bastante a vida da população. 

Assim que a declaração veio à tona, internautas usaram seus perfis nas redes sociais para transformá-la em memes.

Além disso, o presidente defendeu o planejamento familiar, alegando que, no mundo, crescem mais de 70 milhões de pessoas por ano. Se houver planejamento, haverá uma diminuição da população na Terra e, com isso, menos poluição. O presidente disse que a quantidade de filhos de uma família é inversamente proporcional à formação cultural dos pais. Pai de cinco filhos, ele se apresentou como uma exceção.

Apesar do discurso, Bolsonaro disse que a afirmação não tem a ver com um controle de natalidade, mas sim com a criação de políticas públicas que conscientizem a população sobre o impacto de se ter muitos filhos.

As declarações foram feitas no momento em que o presidente deixava o Palácio da Alvorada. 

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