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Bolsonaro pede a apoiadores que não pratiquem violência

Candidato do PSL foi examinado por junta médica e não irá a debate

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pediu nesta quarta-feira (10) para que seus apoiadores e simpatizantes não pratiquem atos de violência e agressão. Em sua conta do Twitter, a partir de uma entrevista concedida pelo candidato, ele reiterou que não tem controle sobre as pessoas e disse que é “a prova viva” da intolerância.

Bolsonaro negou que há um clima bélico na campanha, acirrando ânimos e provocando episódios de violência. 

“Não está tão bélico assim, está um clima acirrado, de disputa, mas são casos isolados, que a gente lamenta e espera que não ocorram.”

Uma jovem de 19 anos, em Porto Alegre, que usava uma camiseta crítica ao candidato do PSL teve as costas marcadas a canivete por um homem que a agrediu e desenhou a suástica (símbolo nazista). Há dois dias, foi assassinado o mestre de capoeira Moa do Katendê, em Salvador, também por divergências políticas.

Mudanças – Nas redes sociais, Bolsonaro ressaltou ter defendido penas mais severas contra crimes passionais, independentemente da orientação sexual da vítima. Em um post, publicado no Twitter, é uma resposta às críticas contra ele sobre a forma como trata mulheres e homossexuais. 

“Como parlamentar, propus penas mais severas para crimes passionais independentemente de sexualidade. Mulheres são as maiores vítimas destes crimes, que também atinge homossexuais. Seguirei defendendo que todos somos iguais perante a lei, e que assassinos sejam punidos duramente.”

Repouso – Pela manhã, Bolsonaro foi examinado por uma junta médica que recomendou que ele fique de repouso por mais uns dias,  o que significa que o candidato não vai participar do debate de amanhã  na Rede Bandeirantes, assim como o da Gazeta, dia 14, e Folha, Uol e STB, no dia 17. O candidato informou nesta quarta-feira (10), através de sua assessoria, o impedimento e os organizadores do encontro tentarão organizar uma nova data para o debate entre Bolsonaro e Fernando Haddad, do PT.

De acordo com os médicos, no dia 18, haverá um novo exame para verificar para quais atividades Jair Bolsonaro  estará liberado.

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