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Dois ex-governadores são condenados

José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, do Distrito Federal, terão que devolver R$ 250 milhões, mas decisão ainda cabe recurso

Os ex-governares do Distrito Federal José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, além de mais quatro pessoas, entre elas o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamoglia, foram condenados  nesta segunda-feira (22), em primeira instância pela 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, por improbidade administrativa. Eles eram réus no processo oriundo da Operação Caixa de Pandora, que também ficou conhecido como mensalão do DEM.

Com a condenação, que ainda cabe recurso, os envolvidos perdem os direitos políticos por dez anos, terão que devolver juntos R$ 250 mil aos cofres públicos e pagar multa no valor de R$ 2 milhões. Eles também ficam proibidos de ocupar cargos públicos ou firmar contratos com a administração pública por uma década. Eles terão ainda que devolver os bens adquiridos de forma ilegal.

Além de Arruda, Roriz e Lamoglia, também foram condenados nesta segunda o delator do esquema, Durval Barbosa, o ex-assessor de imprensa do governo do DF Omésio Pontes e o ex-policial civil Marcelo Toledo.

As condenações foram expedidas pelo juiz Álvaro Ciarlini. O processo está em curso desde 2011, quando Durval Barbosa entregou à Justiça três vídeos que comprovariam a existência de um esquema de corrupção no governo do DF. 

De acordo com informações do processo, no primeiro vídeo, o delator entrega a Arruda um pacote com R$ 50 mil, segundo ele, provenientes de propina paga por empresas de informática.

No segundo vídeo, aparecem Omésio Pontes e Domingos Lamoglia, principais assessores de Roriz a época, recebendo de Durval vários pacotes de dinheiro para projetos de jornais alternativos, gráfica e o Jornal da Comunidade, com a finalidade de financiar a campanha de Arruda para o pleito de 2006. No terceiro vídeo, aparecem Omésio Pontes e Marcelo Toledo entregando a Durval a quantia de R$ 110 mil, arrecadados da empresa Logan, no ano de 2009. 

O montante serviria para pagar escritórios de campanha mantidos por Arruda em Samambaia, cidade do Distrito Federal, e na 502 Sul, região central da capital federal.

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Comentários

paulo cesar oliveira
No Brasil, se demora tanto a julgar determinados casos, que ao fim do processo, ele já caducou. É óbvio, que no caso do Arruda, haverá recurso e, só Deus sabe qdo. será julgado. A 1.a. instancia, levou "apenas" 5 anos para seu julgamento, imaginem as outras.
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Marcus Vinícius Pereira Borges
Estes dois meliantes,hoje são milionários,as custas do dinheiro publico.Vivem esbanjando dinheiro. Temos que mudar este país.Não podemos ser o paraiso dos ladrões.O voto é a melhor arma,mas a justiça deve proibir criminosos a disputar cargos publicos.
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