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Governo fala em simplificar impostos e baixar alíquotas

E presidente diz que é preciso se antecipar aos problemas para atender população

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da CEF , Pedro Guimarães

Antõnio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira  que problemas de articulação política do governo com o Congresso existem mas estão sendo resolvidos. Em discurso durante o 31º Fórum Nacional, que acontece no BNDES, no Rio de Janeiro, ele disse que o apoio à agenda econômica do governo está crescendo e falou em simplificar os tributos .

“O Congresso está vindo devagar. Os problemas de articulação ainda existem.Tem um choque natural. Não se faz mais política como se fazia antigamente”.

O ministro afirmou que o governo está encarando a reforma da Previdência como um “tudo ou nada”, que é preciso primeiro aprová-la para depois passar para outras agendas, como o pacto federativo, a reforma tributária, as privatizações e a atração de investimentos estrangeiros.

Guedes acredita que a reforma da Previdência será aprovada de forma relativamente rápida porque, segundo o ministro, “todo mundo sabe que é necessária”. “E aí, vamos liberar uma pauta positiva”.

O governo deve ainda buscar desvinculação, desindexação e desobrigação de gastos. 

“Está sobrando dinheiro para educação e faltando dinheiro para a saúde. E eu não posso transferir. Então, sou obrigado a gastar em educação”, disse o ministro.

Sobre a reforma tributária, Guedes disse que a ideia é simplificar impostos. 

“Tem 30 impostos. Vamos simplificar, pegar três, quatro, cinco e transformar num só. Baixar as alíquotas”, disse ele, acrescentando que também pretende baixar tarifas para importação, de forma gradual, para não impactar a indústria nacional. 

Fábrica de privilégios - Paulo Guedes disse também que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não pode ser uma fábrica de privilégios e que não pode escolher apenas algumas empresas para receber a maior parte dos investimentos. 

De acordo com o ministro, o banco não pode exercer apenas o papel de “dar grana para gato gordo”. 

“Tem que acabar com essa história de [criar empreendimento] campeão nacional. Quem cria campeão nacional é o mercado. Isso aqui não pode ser uma fábrica de privilégios”, disse.

Segundo ele, o banco deveria ter um papel de investir em projetos de utilidade pública, como a política de saneamento, mas também na reestruturação financeira de estados e municípios, nas privatizações e no Programa de Parcerias de Investimentos (PPIs). 

Compromisso de buscar soluções 

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta sexta-feira da reunião de gestores da Caixa Econômica Federal, em Brasília, e disse que é preciso se antecipar aos problemas para buscar atender melhor à população. 

“Sempre transmiti a todos que temos que ter a capacidade de nos anteciparmos aos problemas. Se uma pessoa chega perto de nós e diz que está com fome, não espere pedir um prato de comida, ofereça-lhe o prato de comida”, disse Bolsonaro.

De acordo com o presidente, nesses primeiros meses de governo, a Caixa já vem se antecipando e apresentando propostas para melhoria de seus negócios e serviços. 

“Essa deve ser a nossa política, buscar atender a população. Nós aqui todos somos soldados da pátria, temos esse compromisso, essa vontade de servir e buscar soluções e confiar no próximo”, disse a funcionários do banco público.

Na ocasião, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, apresentou o novo cartão de crédito consignado do banco, lançado recentemente. O cartão é destinado a aposentados e pensionistas do INSS e não tem anuidade.

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