Assine o fluminense

Jair Bolsonaro diz que vai acabar com radares móveis

Presidente afirma que medida deve entrar em vigor na próxima semana

Jair Bolsonaro, durante visita a canteiro de obras da BR-116

Cleber Caetano / PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou, nesta segunda (12), que o país não contará mais com radares móveis a partir da próxima semana. A declaração foi feita durante a inauguração de obras de duplicação da BR-116, no Rio Grande do Sul. Segundo Bolsonaro, na oportunidade, iniciativas conjuntas com o ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas estão sendo promovidas, para acabar com o que classificou como “roubalheira”.

“Estou com uma briga juntamente com o Tarcísio na justiça para acabarmos com os pardais no Brasil, essa máfia de multas, que vai para o bolso de alguns poucos nessa nação. É uma roubalheira. Anuncio para vocês que a partir da semana que vem não teremos mais radares móveis no Brasil”, declarou Bolsonaro, que não entrou em detalhes sobre a implementação das mudanças.

O presidente também demonstrou otimismo no que diz respeito à aprovação do Projeto de Lei, que tramita na Câmara e sugere um aumento no limite de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 20 para 40, no que diz respeito à cassação das mesmas. O PL, entre outras medidas, também prevê a ampliação de 5 para 10 anos no prazo de validade do documento.

“O Parlamento, com toda a certeza, dará a devida resposta a essas nossas propostas”, afirmou Bolsonaro, que também relembrou a intenção de acabar com o uso de simuladores por autoescolas para diminuir os custos para a emissão das carteiras.

Críticas à eleição na Argentina

Ainda durante um evento de inauguração da duplicação da BR-116, Bolsonaro lamentou o resultado das eleições primárias na Argentina, indicando possível derrota do atual presidente Mauricio Macri, no pleito de outubro. Ele afirmou que, caso se concretize, a derrota de Macri poderá transformar o Rio Grande do Sul em um “novo estado de Roraima”, em referência à crise Venezuelana, que aumentou o número de imigrantes no norte do país.

“Não esqueçam que, mais ao Sul, na Argentina, o que aconteceu nas eleições de ontem. A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma de Dilma Rousseff, que é a mesma de Hugo Chávez, de Fidel Castro, deram sinal de vida aqui. Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter no Rio Grande do Sul um novo estado de Roraima”, disse o presidente. 

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top