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Moro dará explicações no Senado

Sem convite ou convocação, ministro da Justiça se colocou à disposição da Comissão de Constituição e Justiça

Ministro da Justiça esteve ontem com o presidente Jair Bolsonaro. Os dois chegaram juntos à solenidade

José Cruz/Agência Brasil

O ministro Sergio Moro será ouvido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na próxima semana. A audiência foi anunciada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ao iniciar a sessão do Congresso Nacional nesta terça-feira (11). O ministro será recebido pela comissão na quarta-feira (19), às 9h. 

Sem convite ou convocação formal dos senadores, o próprio ministro se colocou à disposição dos parlamentares por meio de ofício apresentado pelo líder do governo, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), após o vazamento de supostas mensagens trocadas entre ele o procurador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. No documento, o líder afirmou que o ministro ofereceu duas datas (19 ou 26 de junho) para que fosse ouvido pela comissão. 

“Fui informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de sua disponibilidade para prestar os esclarecimentos à Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal sobre notícias amplamente veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato”, afirmou Bezerra. 

No documento, o senador reafirma a confiança do governo federal no ministro da Justiça. 

“Manifestamos a nossa confiança no ministro Sergio Moro, certos de que esta será uma oportunidade para que ele demonstre a sua lisura e correção como juiz federal, refutando as críticas e ilações a respeito da sua conduta à frente da Operação Lava Jato.”

Em meio as discussões no Congresso sobre as mensagens, o ministro já esteve no Senado para almoçar com senadores de bloco parlamentar composto por DEM, PL e PSC. Segundo o líder do bloco, senador Wellington Fagundes (PL-MT), a reunião já estava marcada e não houve questionamentos sobre os vazamentos.

Oposição - O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), criticou a ida de Sergio Moro no Senado sem ter sido convidado ou convocado pelos parlamentares. O deputado pediu que Alcolumbre negociasse com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a participação de Moro em audiência também na CCJ da Câmara.

“Não foi aprovado o convite, uma convocação. Simplesmente, o ministro está se oferecendo para ir em uma das Casas. Não seria mais adequado de parte de Vossa Excelência, antes de deferir esse pedido, consultar o presidente da Câmara, os líderes, sobre a conveniência sobre além de fazer uma audiência no Senado, fazer também na Câmara dos Deputados?”, questionou. 

Apesar do pedido, Alcolumbre afirmou que o regimento do Senado permite que ministros de Estados sejam ouvidos em situações de relevância nacional. A data da audiência foi acordada com a presidente da CCJ do Senado, senadora Simone Tebet (MDB-MS). 

Encontro com Bolsonaro - Nesta terça-feira pela manhã, o ministro Sergio Moro teve encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada. Os dois , e mais o ministro da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, chegaram juntos, de lancha, à solenidade de comemoração dos 154 anos da Batalha Naval do Riachuelo, no Grupamento dos Fuzileiros Navais, em Brasília. Durante a solenidade, 180 personalidades civis e militares foram homenageadas com a Medalha da Ordem do Mérito Naval por seus serviços prestados à Marinha do Brasil. Moro e Pontes e outros ministros receberam a homenagem.

Blindagem na Câmara - O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (11),  por meio do Twitter que vai “blindar a Câmara de qualquer crise”. A preocupação do parlamentar é evitar que o vazamento de conversas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o coordenador da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site The Intercept contaminem a votação de reformas importantes para o país, como a da Previdência.

“Vamos blindar a Câmara de qualquer crise. Nosso esforço e nosso foco está na aprovação das reformas e de todos os projetos que são essenciais para o Brasil. Nada é mais importante do que o resgate da confiança, com o equilíbrio das contas públicas e a geração de empregos no país”, afirmou em sua rede social.

 
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