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Nos EUA, Bolsonaro diz que sua eleição foi um ‘milagre’

Presidente brasileiro recebeu homenagem em Dallas, no Texas, e falou a empresários e ministros

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira, em Dallas, no Texas, o prêmio de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O evento foi realizado durante almoço oferecido pelo World Affairs Council (Conselho de Assuntos Mundiais, em tradução livre) de Dallas/Fort Worth, e contou com a participação de dezenas de empresários, além de ministros do governo brasileiro.  

No discurso improvisado de cerca de 13 minutos, o presidente brasileiro ressaltou a aproximação de seu governo com os Estados Unidos, criticou setores de esquerda e governos anteriores e reafirmou que sua eleição foi resultado de um “milagre”.

“Realmente aconteceu o que eu chamo de milagre, no Brasil. Ou melhor, dois milagres. Um, eu agradeço a Deus pela minha sobrevivência. E o outro, pelas mãos de grande parte dos brasileiros, alguns morando aqui nos Estados Unidos, me deram a missão de estar à frente desse grande país, que tem tudo para ocupar um local de destaque no mundo, mas que, infelizmente, por políticas nefastas de gente que tinha ambição pessoal acima de tudo, não nos deixaram ascender”, afirmou.

Bolsonaro disse que, no começo, até dentro de casa havia dúvidas sobre sua ambição que, segundo ele, nunca foi pessoal. 

O presidente comparou a situação do Brasil com a de Israel e se colocou com um “ponto de inflexão” para que o país alcance um melhor patamar de desenvolvimento: “Eu sempre dizia nas minhas andanças: olhe o que Israel não tem e veja o que eles são. Agora olhe o que o Brasil tem e o que nós não somos. Onde está o erro? Onde está o ponto de inflexão? E eu me apresentei para ser esse ponto de inflexão”, disse. 

Educação - Em conversa com jornalistas  em Dallas, no Texas, o presidente comentou as manifestações contra o contigenciamento de verba para a educação, realizadas no Brasil na quarta-feira. Bolsonaro disse que o problema da educação no Brasil é antigo e que seu governo não é culpado pelo mau desempenho dos estudantes brasileiros em exames internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). 

“Parece que até 31 de dezembro a Educação estava uma maravilha, e de lá para cá virou esse horror. Veja as notas do Pisa, que começaram em 2000. Somos os últimos classificados num grupo de aproximadamente 65 países. Cobrem a tabuada da garotada da nona série: 70% não sabem a regra de três. Quem diz não sou eu, é o Pisa. Não sabem interpretar um texto, não sabem responder a perguntas básicas de ciência. Eu que sou o responsável por isso?”, comentou o presidente  Bolsonaro.
 

‘Venham para cima de mim’

Ainda em Dallas, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira, ao comentar a repercussão da quebra do sigilo de um dos seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que o objetivo é atingí-lo. 

“Querem me atingir? Venham para cima de mim! Querem quebrar meu sigilo, eu sei que tem que ter um fato, mas eu abro o meu sigilo. Não vão me pegar”, disse o presidente, acrescentando que grandes setores da mídia não estão satisfeitos com o seu governo, que ele considera como de austeridade, de responsabilidade com o dinheiro público. 

“É um governo que não vai mentir e não vai aceitar negociações, não vai aceitar conchavos para atender interesse de quem quer que seja. E ponto final”, afirmou o presidente da República.

A quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro e mais 85 pessoas e nove empresas foi autorizada pela justiça. Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no período entre 2007 e 2018, correspondente a seus mandatos na Casa, apresentou características de uma organização criminosa, “com alto grau de permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2007”. 

A suspeita dos procuradores é que tenham sido desviados recursos públicos. Além disso, segundo o jornal Folha de S. Paulo, relatório do MP, aponta indícios de que Flávio Bolsonaro comprou e vendeu imóveis para lavar dinheiro.

 

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