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Operação da Lava Jato prende empresário no Rio

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal (RF) deflagraram nesta terça (9) nova etapa da operação Lava-Jato no Rio, para avançar na investigação de esquema de lavagem de dinheiro operado há pelo menos oito anos. A 7ª Vara Federal Criminal/RJ ordenou as prisões temporárias dos empresários Mario Libman e Rafael Libman, pai e filho, sócios das empresas Rali e Palazzo dos Artistas Empreendimentos Imobiliários, e investigados por atuação criminosa com Dario Messer, ex-sogro de Rafael. 

Mario Libman é acusado de ser um dos operadores de Dario Messer, foragido e chamado de “O doleiro dos doleiros”. Messer, foi alvo da Operação Câmbio Desligo e está foragido desde maio de 2018. Segundo o MPF ele tinha mais de 400 clientes em operações clandestinas com a moeda americana, entre eles o ex-governador Sergio Cabral.

Ele já teve bloqueado no Brasil patrimônio milionário, incluindo obras de arte e apartamentos de luxo, além de cerca de US$ 100 milhões em dinheiro e imóveis no Paraguai. Segundo o MPF, seus filhos revelaram ao MPF um esquema de evasão de divisas, após acordo que possibilitou uma das maiores repatriações já feitas no Brasil.

A parceria de Messer com os Libman teria usado as empresas Rali e Palazzo, cuja sede formal é a mesma da loja Marina Joias em Copacabana, na movimentação de R$ 31,8 milhões entre 2011 e 2016. Parte do dinheiro, recebido entre 2012 e 2014, teria sido usado por Mario Libman para pagar obras na cobertura de Messer no Leblon, e outra, de quase R$ 20 milhões, para comprar terrenos e construir imóveis no nome de suas empresas Rali e Palazzo dos Artistas. Três construtoras e três condomínios residenciais também teriam sido pagos por meio do esquema.

O acordo de colaboração celebrado com familiares de Dario Messer, réu por evasão de divisas em esquema montado pela família Messer, envolve a devolução de cerca de R$ 370 milhões. A repatriação dos valores mantidos em contas em Bahamas, Mônaco e Nova York vem avançando e cerca de R$ 240 milhões já estão à disposição da Justiça para serem revertidos aos cofres públicos.

Os recursos foram repatriados em função do acordo de colaboração premiada de Dan Wolf Messer, homologado pela Justiça. O filho de Dario Messer é, desde 2015, o único beneficiário direto de um fundo aberto com aporte do avô Mordko Messer, pioneiro da família no mercado de câmbio ilegal. 

Segundo o MPF, os valores em instituições financeiras no exterior tinham sido depositados em 2004 e nunca foram declarados às autoridades brasileiras. Além de recursos, o colaborador forneceu documentos como provas de corroboração dos crimes, que incluem extratos das contas estrangeiras.

Como parte do acordo, o MPF pediu à Justiça que o processo ao qual Dan Messer responderia por evasão de divisas fique suspenso durante dois anos. A suspensão está condicionada ao cumprimento de sete horas semanais de serviços à comunidade. 

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