Assine o fluminense

Polêmicas na campanha política

Rodrigo Neves (PV) e Felipe Peixoto (PSB) apresentam propostas e ressaltam assuntos controversos em debates

Candidatos elevaram o tom das críticas no segundo turno das eleições. Debates têm servido para fazer acusações e mostrar diferenças entre as propostas

Foto: Douglas Macedo

As eleições municipais em Niterói podem ser consideradas uma das mais polêmicas dos últimos anos, especialmente a partir do início do segundo turno da campanha política. Os candidatos Rodrigo Neves (PV) e Felipe Peixoto (PSB) elevaram o tom das críticas e, nas duas últimas semanas, a interferência da Justiça Eleitoral foi inevitável. 

Candidato à reeleição, Rodrigo Neves protocolou notícia-crime junto ao Ministério Público Federal no último dia 18, acusando Peixoto por calúnia, injúria e difamação. Isso porque Peixoto vem tentando ligar o nome de Rodrigo Neves a investigações da Polícia Federal. Na última sexta, Felipe também registrou notícia-crime contra o adversário por ofensas pessoais.
Também na última semana, decisão judicial proibiu Peixoto de se referir a Rodrigo como ‘investigado’. O candidato está impedido de fazer tal afirmação em seus carros de som, programa de TV, site e mídias sociais. 
A Justiça também concedeu direito de resposta a Rodrigo Neves no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão devido à informação veiculada no programa de Felipe Peixoto de que não houve licitação para a construção da TransOceânica. 

Em sua defesa, Neves disse o adversário estava atribuindo a ele fatos que jamais ocorreram e que, em 18 anos de vida pública, nunca foi alvo de uma ação cível ou criminal. 

Crise na Saúde – Durante os debates entre os candidatos no segundo turno, Peixoto voltou a elevar o tom. O atual prefeito, que até então vinha exclusivamente apresentando propostas, reagiu e fez acusações ao adversário ligadas ao período em que Peixoto foi secretário de Saúde do governo Pezão, em 2015. Rodrigo acusou o então secretário de ter feito o pagamento de R$ 58 milhões, sem licitação, para duas empresas investigadas na Operação Lava Jato. 

Rodrigo lembrou que Peixoto deixou a Secretaria de Estado de Saúde, no final de 2015, ‘abandonando o barco’ quando o Estado passava por uma das suas piores crises. À época em que ele foi secretário, hospitais foram fechados e pelo menos 300 toneladas de remédios vencidos foram encontradas na Central Geral de Abastecimento (CGA) da Secretaria, em Niterói. Rodrigo acusou Felipe de ter aumentado os cargos comissionados da secretaria e contratado organizações sociais sem licitação. 

Felipe rebateu as acusações e garantiu que, no caso dos medicamentos, foi a Corregedoria criada em sua gestão que identificou as toneladas de remédios adquiridos antes de sua chegada à SES. “Cumpri o prazo acordado com o governador antes de aceitar a missão (de ser secretário). Mesmo com poucos recursos, sem nunca ter recebido o repasse completo e no ano em que a crise realmente estourou, consegui gerir a secretaria até dezembro. Fiz diversas reuniões com os fornecedores para resolver a situação da melhor maneira possível. Infelizmente, dependemos de repasses do governo que não estavam sendo feitos”, disse Peixoto, que deixou o cargo bem antes do prazo legal de desincompatibilização para disputar a Prefeitura de Niterói. 

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top