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Polícia Federal abre inquérito para investigar as fake news

Pedido foi feito por Raquel Dodge, que quer apurar se houve uso de esquema profissional nas campanhas

Para Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores “afronta a integridade do processo eleitoral”.

Foto: Divulgação/Fabio Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) instaurou neste sábado inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à Presidência da República. O pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela quer que a PF apure o possível uso de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas, as chamadas fake news.

Esta semana, jornais publicaram matérias segundo as quais empresas de marketing digital, custeadas por empresários que apoiam o candidato à presidência Jair Bolsonaro, estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abriu processo, depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad (PT) na quinta-feira (18).

Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela “verdade”.

As matérias dos jornais apontaram uma rede de empresas contratadas para efetuar os disparos em massa.

Os contratos, que chegariam a R$ 12 milhões, seriam bancados, segundo os jornais, por empresários próximos ao candidato.

Para a procuradora Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores com atuação dessas empresas com mensagens que podem caracterizar ofensas aos dois candidatos “afronta a integridade do processo eleitoral”.

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, disse neste sábado que seu partido ingressará na segunda-feira (22) com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de investigações sobre suposto esquema de disseminação de fake news anti-PT, financiado por empresários via caixa 2.

Em Fortaleza, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que tem sido “o centro de calúnias” do adversário Jair Bolsonaro (PSL). Novamente, ele cobrou providências sobre as suspeitas que envolvem o envio de mensagens falsas.

Bolsonaro e sua equipe negam qualquer envolvimento no esquema. Segundo o candidato, ele que é vítima de notícias falsas. Neste sábado, pela manhã, o presidenciável foi à residência do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para gravar programas eleitorais. 

Nos últimos dias, Bolsonaro tem permanecido no condomínio onde mora na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde a segurança foi reforçada entre quinta e sexta-feira.

De acordo com assessores, Bolsonaro gravará entrevistas para a TV Aparecida e concederá exclusivas para rádios do Norte e Nordeste. 

Haddad passa o fim de semana no Nordeste, onde tem compromissos em cidades do Ceará, Piauí e Maranhão. 

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