Assine o fluminense

Política de Niterói sofre uma reviravolta durante a semana

Bagueira vai para o Executivo, Daniel Marques deixa o PV soltando farpas

Milton Cal (PP) assume a presidência da Câmara, enquanto Beto Saad (PR) fica com a vaga deixada por Bagueira

Fotos: Douglas Macedo e Lucas Benevides

Uma reviravolta marcou a política niteroiense na última semana. Após assumir interinamente a Prefeitura de Niterói enquanto Rodrigo Neves (PDT) esteve preso preventivamente de dezembro a março, o presidente da Câmara Municipal Paulo Bagueira (SDD) retorna ao Executivo. Recém-nomeado por Rodrigo como secretário executivo do município, ele deixa o Legislativo. Bagueira revelou que, para tomar sua decisão de integrar a administração de Neves, dialogou com seus pares.

Daniel Marques deixa o Partido Verde e busca nova legenda

Foto: Douglas Macedo

“Recebi o convite do prefeito Rodrigo Neves e, depois de muito diálogo com meus colegas, decidi assumir esse novo desafio. Vamos para o Executivo buscando somar forças e se integrar a essa engrenagem municipal. Estou confiante e pronto para contribuir com o nosso município”, afirma Bagueira.

Para assumir o cargo na administração municipal, Bagueira se licenciou do Legislativo, abrindo mão de sua atuação como vereador e, consequentemente, da presidência da Casa. Com isso, Milton Cal (PP), vice-presidente da Câmara, passa a ocupar a cadeira principal da Mesa Diretora, enquanto Beto Saad (PR), suplente de Bagueira, retorna à Casa para atuar como vereador.

Partido Verde – Durante a semana também houve reviravolta no Partido Verde. O ex-vereador e ex-secretário municipal Daniel Marques confirmou sua saída da legenda. Segundo ele, divergências sobre a condução do partido foram os fatores determinantes para a tomada de sua decisão.

“O PV é um partido que discute muito democracia, mas que na prática não consegue fazê-la nem dentro do próprio partido. A presidência nacional, por exemplo, fica na mão do mesmo grupo, que tem o mesmo presidente há 19 anos. Essas coisas vinham me incomodando. O estopim foi a eleição de 2018, quando fui candidato a deputado federal mais votado de meu partido e, para a minha surpresa, durante a primeira campanha com fundo eleitoral, eles colocaram valores exorbitantes em pessoas que nunca foram candidatas, apostando sem critério. Uma série de aberrações”, alegou Marques, que diz estudar propostas de outros partidos para se filiar.

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top