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Previdência: Bolsonaro sinaliza que pode apoiar reforma este ano

E que deve convidar Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. Futuro ministro diz que quem roubar vai para a cadeia

Bolsonaro afirmou que deve conversar com Temer sobre Reforma da Previdência

Tânia Rego/Agência Brasil

Em entrevista à Rede Record, nesta terça-feira (29) à noite, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que deve ir a Brasília na semana que vem para conversar com o presidente Michel Temer sobre a Reforma da Previdência. A ideia é aprovar alguma coisa. Se não toda a reforma proposta, ao menos uma parte ainda este ano, antes de assumir a Presidência da República, para evitar problemas para o futuro governo. 

Ainda na entrevista, o presidente eleito no domingo, que já anunciou os nomes de quatro futuros ministros - Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) - disse que pretende conversar com o juiz federal Sérgio Moro visando convidá-lo para o Ministério da Justiça, ou indicá-lo a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). 

O futuro ministro-chefe da Casa Civil, o deputado federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS), também deu entrevista nesta terça e disse que, no governo de Jair Bolsonaro, “quem roubar vai para a cadeia. E ele joga a chave fora”. O deputado fez a afirmação ao comentar sobre a equipe do futuro governo. Segundo Lorenzoni, os integrantes do governo vão querer saber “a verdade sobre a Petrobras”. 

Transição – O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se encontrará com o deputado federal Onyx Lorenzoni amanhã, quando Padilha receberá os primeiros nomes da equipe de transição do novo governo. Padilha falou nesta terça sobre uma conversa que teve com Lorenzoni logo após a confirmação do resultado das eleições na noite de domingo.

“Me dizia ele que na quarta-feira a intenção é vir com os primeiros nomes para composição da equipe de transição. Esta equipe terá até 50 pessoas”, explicou Padilha. Lonrezoni é o indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir a Casa Civil em seu governo e será o provável coordenador da equipe de transição do lado do novo governo.

Essas 50 pessoas serão nomeadas para Cargos Especiais de Transição Governamental. Esses cargos poderão ser ocupados a partir desta terça-feira (30) e devem ficar vagos até o dia 10 de janeiro, conforme disposição legal. 

Salários até R$ 16 mil – Essa equipe nomeada em caráter especial receberá salários que vão de R$ 2.585,13 até R$ 16.581,49. São oito cargos, de indicação de Bolsonaro. Vinte e cinco desses indicados receberão R$ 9.926,60 e dez terão salário de R$ 13.036,74. São os dois cargos com o maior número de ocupantes. O cargo de coordenador é o de maior salário, mas se Onyx Lorenzoni for o indicado, ele não poderá receber a remuneração, uma vez que já recebe como deputado federal e não poderá acumular as duas funções.

Cada um dos integrantes da equipe do presidente eleito receberá um telefone celular com acesso ao sistema chamado Governa. É nesse sistema que foram inseridos todos os dados do atual governo, desde cargos do serviço público até programas e obras em andamento.

O governo de transição vai trabalhar em uma estrutura já organizada, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado a 4 quilômetros do Palácio do Planalto. Os trabalhos de transição entre os governos Temer e Bolsonaro ocuparão a ala norte do CCBB, uma área de 1.950 metros quadrados. Lá estarão os gabinetes dos futuros presidente e vice-presidente, além de mais 20. No total, serão 78 posições de trabalho. Segundo Padilha, tudo está pronto, esperando apenas a movimentação da equipe do governo eleito.

Padilha reforçou as falas recentes do presidente Temer a respeito de trabalhar por uma transição tranquila e transparente. 

“A intenção do presidente Michel Temer é fazermos uma transição com a maior transparência possível, ofertando todas as informações que estejam disponíveis no governo e sejam solicitadas, para que tenhamos, desde logo, o Brasil andando".

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