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SG: segundo município do Rio com mais urnas substituídas

Troca dos equipamentos tem atrasado a votação em alguns locais

Segundo o boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), São Gonçalo é o segundo município do Estado com maior número de urnas eletrônicas substituídas. Até o momento, 11 equipamentos apresentaram problemas e precisaram ser trocados, o que acabou gerando filas em alguns locais de votação. A capital fluminense está em primeiro lugar, com 137 urnas substituídas. Em todo Estado, esse número chega a 241. 

No início da manhã, a votação foi tranquila em São Gonçalo. Segundo maior colégio eleitoral do Estado do Rio, a cidade amanheceu suja. Muitos eleitores chegaram cedo aos colégios eleitorais. No campus da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no bairro Paraíso, dezenas de eleitores iniciaram a fila por volta das 7h. A votação começou tranquila pontualmente às 8h. Eleitores que ainda tinham dúvidas sobre as seções de votação eram auxiliados por um funcionário do TRE. Já na parte da tarde, as filas se formaram em vários locais de votação, como no Colégio Municipal Castelo Branco, no bairro Boaçu.

Com 68 anos, o aposentado José Araújo, morador do bairro Porto Novo, disse que não abre mão de votar.

"Tem gente da minha idade que não faz muita questão de exercer a cidadania, eu faço. Gosto de vir sempre de manhã", disse o aposentado após sair da votação na UERJ. 

No Colégio Municipal Castelo Branco, no bairro Boaçu, em São Gonçalo, quem deixou para votar na parte da tarde encontrou filas.

"Estamos há 40 minutos na fila, que é única. Idosos e mães com crianças no colo não têm prioridade. Isso é um absurdo", reclamou a professora Maria Corrêa.

Pela manhã, os eleitores não tiveram problema. A professora Eneida Gomes, de 41 anos, disse que, em toda eleição, vota sempre na parte da manhã.

"Melhor coisa é votar cedo. Eu até achei que fosse demorar porque são muitos candidatos, mas foi rápido", elogiou.

No colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no bairro Jardim Catarina, a urna eletrônica da seção 16, apresentou problemas por duas vezes. Segundo funcionários do TRE, o equipamento estava desligando. Uma técnica atestou que o problema era uma cabo de dados. O equipamento não precisou ser trocado.

No entanto, este problema paralisou a votação por 30 minutos, e o eleitor precisou ter paciência. O tempo de espera para votar nesse tempo ultrapassou uma hora.

“Não estava nos planos ficar tanto tempo esperando para votar. Já escolhi ir de manhã para ficar livre. Infelizmente máquinas estão suscetíveis a dar problema”, disse a técnica de enfermagem Roselaine Araújo.

Sujeira – As ruas próximas ao locais de votação amanheceram com muitas propagandas de candidatos jogadas no chão.

A candidata ao governo do estado Dayse Oliveira (PSTU), votou no colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no bairro Jardim Catarina. Ela elogiou a participação do partido nas eleições e disse ainda que a legenda não decidiu se iria apoiar alguém caso houvesse um segundo turno.

“Nossa candidatura conseguiu sustentar 1% dos votos, para nós que estivemos fora dos debates e com apenas 5 segundos no tempo de televisão. A eleição está passando mas a luta continua e os trabalhadores podem contar com o PSTU ao seu lado em todas as lutas e em todas as greves. Nosso posicionamento no segundo turno ainda estamos discutindo”, afirmou.

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