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Sessão na Câmara termina em protesto por moradia em Niterói

Grupo foi manifestar contra a ordem de despejo do Edifício Amaral Peixoto 327

Renatinho (Psol) declarou apoio ao movimento dos moradores do edifício

Lucas Benevides

Moradores do Edifício Amaral Peixoto 327, no Centro, lotaram nesta quinta-feira (23) as galerias da Câmara Municipal de Niterói para protestar contra o despejo do imóvel, marcado para acontecer no próximo sábado.

O prédio está interditado desde o dia 10 de abril por determinação da Justiça, que acatou o pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que alega risco de incêndio e insalubridade no local.

Embora a discussão não estivesse prevista em pauta, por volta das 18h, cerca de uma centena de manifestantes lotaram as galerias, entoando palavras de ordem, o que fez com que os vereadores presentes discutissem sobre o tema. Após deliberações de parlamentares multipartidários, ficou definido que uma comissão dos moradores será destacada para uma reunião no gabinete da presidência da Casa Legislativa, nesta sexta, às 14h. O vereador Renatinho (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, declarou apoio à luta pela habitação e afirmou que será voz ativa do movimento. 

A Prefeitura de Niterói iniciou, ainda em abril, o cadastramento para pagamento provisório de aluguel social às famílias neste mês mas, segundo os moradores, esta não é a solução desejada.

Para Lorena Gaia, moradora do imóvel e estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), existe outra saída que não o despejo.

“O que reivindicamos não é o aluguel social, porque com o valor não dá para pagar um aluguel digno em Niterói. Nós queremos ficar no prédio, colocar uma outra administração e nos responsabilizarmos, contando com o apoio do poder público, a fazer as reformas para tirar os riscos do prédio”, disse.

Luciano Mattos, promotor do MPRJ à frente do caso, afirmou que a interdição e o despejo são temporários. Segundo ele, o prédio deve, pelo menos, estar em condições mínimas de segurança para ser habitado.

Agressão – No último sábado, um membro da Arquidiocese de Niterói afirmou que, em ação social no local, teria sido ameaçado e empurrado por um homem para não voltar mais no local. O caso foi registrado na 76ª DP.

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Comentários

Elson Luiz
Não se pode confundir a questão da segurança e ordenamento público com politicagem! Aquele local historicamente representa bastante problema para o Centro de Niterói. A quem interessa a continuidade dessa situação!?
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