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Um juiz para tirar o estado da crise

Wilson Witzel começa a partir de terça a colocar em prática seus planos de mobilidade, segurança e combate à corrupção

Wilson Witzel em campanha em que se elegeu governador com uma votação expressiva

Foto: Evelen Gouvêa

O ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC) será empossado no Palácio Guanabara, na próxima terça-feira. O governador eleito teve uma guinada histórica no pleito deste ano, revertendo o seu quadro, de apenas 1% das intenções de voto nas pesquisas em agosto, para ser eleito com mais de 4 milhões de votos (quase 60%) contra Eduardo Paes (DEM) no segundo turno, que teve cerca de 3 milhões (40,13%).

Witzel, ao longo de sua campanha, aproximou sua imagem à do então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O ex-juiz federal defendeu pautas da segurança pública e do combate à corrupção, também alinhando o seu discurso ao de Bolsonaro. 

O atual governador eleito, que nunca havia se candidatado a um cargo público, era, até março desde ano, juiz federal da titular da 6ª Vara Federal Cível. No mesmo dia que deixou seus 17 anos de magistratura para trás, filiou-se ao Partido Social Cristão e se tornou pré-candidato ao governo do Rio.

Witzel surpreendeu a todos já no primeiro turno. Na última pesquisa antes dos eleitores irem às urnas, divulgada um dia antes das eleições, o então candidato figurou com apenas 17% dos votos válidos, ainda bem distante de Paes e Romário Faria (Pode), que lideravam as intenções de votos com cerca de 27%. No dia seguinte, entretanto, Witzel totalizou 41,28% dos votos, cerca de três milhões e 100 mil, garantindo sua vaga no segundo turno como o mais votado.

Servidor público – Além dos 17 anos como magistrado, Wilson Witzel também é ex-fuzileiro naval da Marinha, ex-servidor do Instituto de Previdência do Município do Rio (Previ-Rio) e ex-servidor da Defensoria Pública. O governador eleito também foi professor e é ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Rio e do Espírito Santo. Entre os casos de repercussão que participou, teve atuações como juiz no escândalo do “Propinoduto”.

Wilson Witzel, durante a cerimônia de diplomação ocorrida no último dia 10, no TSE

Foto: Douglas Macedo

Mobilidade – em agenda de campanha em Niterói, em setembro deste ano, o governador eleito Wilson Witzel afirmou que, caso eleito, iria retomar as obras da Linha 3 do metrô. Segundo ele, em entrevista à época, os problemas de mobilidade urbana da região só poderiam ser solucionados com modais sobre trilhos.

“Nós temos o compromisso de trazer investimentos do exterior, sem passar pelo BNDES, com contratos de pelo menos 70 anos de concessão. Com estes contratos longos, conseguiremos dinheiro para fazer a Linha 3 na modalidade metrô de superfície elevado, porque o subterrâneo é mais caro, que não teríamos condições de fazer. Não descartamos também as barcas para São Gonçalo. Dentro da mobilidade urbana, vamos a partir do dia 1º de janeiro já começar a lançar editais para resolver estes problemas”, declarou. 

Em entrevista a O FLUMINENSE, também em setembro, o ex-juiz federal também prometeu outras soluções para a mobilidade urbana do Leste Fluminense. Witzel afirmou que pretende construir um porto na cidade de Maricá e um túnel ligando Itaipuaçu, em Maricá, a Itaipu, em Niterói.

Governador eleito Wilson Witzel (PSC) atuou como juiz federal por 17 anos

Foto: Divulgação/Edson Queiroz/CJF

“Em nosso governo, viabilizaremos a implantação de um porto de águas profundas de Maricá e fomentaremos a construção do Túnel Itaipuaçu (Maricá) – Itaipu (Niterói)”, disse.

Witzel se casou em 2005 com a advogada e futura primeira-dama do estado do Rio Helena Witzel. O casal tem quatro filhos.

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