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Vereador tucano fica inelegível em São Gonçalo

Político teria realizado compra de votos nas eleições de 2016; parlamentar nega

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a cassação do mandato do vereador do PSDB de São Gonçalo Sandro Almeida, declarando-o inelegível por oito anos. Segundo a decisão, o tucano teria realizado compra de votos, nas eleições municipais de 2016, mediante oferecimento de eventos e obras de reforma em comunidades gonçalenses. A ação é de autoria do Ministério Público Eleitoral e a pena passa a contar a partir deste ano. Dessa forma, o tucano só poderá se candidatar a qualquer cargo político a partir de 2026.

A sentença alega que o vereador praticou os ilícitos nas comunidades da Chumbada, Boa Vista, Morro do Feijão e Favela do Gato. Em sua defesa, Sandro Almeida sustenta que os supostos atos abusivos não foram devidamente comprovados.

Além disso, o vereador do PSDB afirma que, na época, na condição de Secretário Municipal do ex-prefeito Neilton Mulim – que atualmente se encontra preso por corrupção – desempenhava, entre outras, a função de articulador, buscando aproximação entre a prefeitura e a sociedade, e que em diversas obras municipais houve sua efetiva participação, que não custeou, ainda que indiretamente, as obras e reformas apontadas.

“As páginas do facebook do Representado demonstram a utilização da máquina pública em promoção pessoal de sua candidatura, comprovando que o mesmo utilizou a rede de saúde, a qual tinha acesso em razão do cargo de secretário, para oferecer serviços a determinados eleitores em período eleitoral... bem como outros que invocam as obras públicas como se fosse realização pessoal do Representado”, diz a sentença assinada pelo juiz eleitoral Euclides de Lima Miranda, que acusa o parlamentar tucano de abuso de poder econômico e determina a aplicação de uma multa de R$ 31.900 para Sandro. Cabe recurso. 

Outro lado - Procurado, o tucano alegou estar respondendo uma denúncia por uma vingança e "com certeza, alguns incômodos políticos que levei a algumas pessoas". Ele disse também que participou sim das referidas obras, mas cumprindo sua função de secretário, e não como candidato.

"Entendo que isso faz parte deste ambiente hostil que é a política. Não fiz nada de errado, além de levar benefícios a estas comunidades carentes enquanto fui secretário. Não como candidato. Se este é o meu erro, então devo ser punido. Mas a legislação me protege e me defende. Buscaremos todas as instâncias necessárias para provar que não fizemos nada que não esteja devidamente autorizado pela legislação vigente. Minha agenda segue normal", defendeu-se o vereador, por nota.

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