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Na Câmara, ministro diz que a alfabetização é prioridade

Weintraub disse que é preciso alfabetizar direito para reduzir diferenças de renda

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta quarta-feira, em comissão geral no plenário da Câmara dos Deputados, que alfabetização é prioridade da pasta e tem sido tratada pelo governo federal “como um instrumento de superação das desigualdades sociais do país”.

“Se a gente não alfabetizar bem a população, a gente vai continuar, principalmente no ensino técnico e no ensino médio, tendo uma sociedade com grandes discrepâncias de renda. Temos que elevar a qualidade do ensino e da aprendizagem, promover a cidadania na alfabetização”, disse.

Inicialmente, o ministro seria ouvido na manhã desta quarta-feira, na Comissão de Educação da Câmara. No entanto, por 307 votos a 82, parlamentares convocaram Weintraub a comparecer à comissão geral, que aconteceu à tarde no plenário da Casa para justificar o contingenciamento no orçamento de universidades e institutos federais. 

O ministro também disse que está disposto a conversar com todos os parlamentares e com os reitores das universidades. 

“O que a gente pede: venham ao MEC, mostrem os números. Se a gente não chegar a um acordo, a gente abre as planilhas, vê as contas. A gente vem ao Congresso. A transparência é o principal objetivo dessa gestão”.

Comissão geral – Ao abrir os trabalhos da comissão geral, o presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), afirmou que a sessão ocorre em um contexto “de guerra ideológica e de polarização que busca um revanchismo ideológico”.

“Nesse propósito específico que joga uma fumaça nos nossos problemas reais, a Comissão de Educação não vai deixar de cumprir o seu papel de fazer resistência, de proteger o orçamento da educação e de esperar que o rumo dado sejam soluções técnicas”, afirmou o deputado. “As questões são sólidas e técnicas. Os diagnósticos são escancarados e precisam de solução. Queremos com o espírito de colaboração fazer mudanças. Queremos ajudar a construir essas soluções, mas para isso não podemos sacrificar o orçamento do MEC e não podemos fugir do debate evidente”, completou.

Cenário da educação – Em seguida, foram concedidos 30 minutos para a fala inicial do ministro Weintraub. Ele apresentou uma espécie de raio-X da educação brasileira e, para contextualizar o cenário da pasta, apresentou números e dados. Segundo o ministro, a educação básica, incluindo creche, pré-escola e os primeiros anos de alfabetização, está defasada. 

“Cinquenta por cento das nossas crianças passam pelo ensino fundamental sem aprender a ler, escrever e fazer conta.”

Em seguida, ele defendeu a valorização do ensino técnico e afirmou que o Brasil vai na contramão de outros países. “O que o resto do mundo acha do ensino técnico? É prioridade. Você sai do ensino médio com uma profissão, sabendo fazer uma coisa que a sociedade valoriza. No Brasil, 8% das vagas são de ensino técnico”.

Segundo o ministro, o governo de Jair Bolsonaro vai priorizar essa modalidade de ensino, seguindo exemplos da Europa, do Chile e dos Estados Unidos. “O ensino técnico é prioridade, porque a melhor coisa que tem é você estar preparado para a vida, a escola te preparar para a vida”.

Weintraub afirmou que o ensino superior é o setor da educação onde o Brasil está melhor, mas ressalta que isso se dá pelo crescimento das universidades privadas.  

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