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Bebês de 4 patas

Ter um filhote em casa exige dedicação e comprometimento do dono, além de atenção à saúde

Adriano Marques é o “pai” orgulhoso de três lulus-da-pomerânia, que exigem dele dedicação diária

Foto: Lucas Benevides

Filhotes, tanto cachorros quanto gatos, são bebês e devem ser vistos como bebês, já que é um período em que todo cuidado é pouco. Assim como para as crianças, a presença dos pais e dos pediatras é fundamental, com os bichinhos não é diferente, pois o acompanhamento atento e constante dos donos e de profissionais capacitados, como médicos-veterinários, é a chave para que cresçam saudáveis e felizes. 

De acordo com Táya Oliveira, doutora em Clínica Animal pela UFF, os filhotes são tão frágeis quanto recém-nascidos humanos. 

“Você entraria de sapato no quarto do bebê? Provavelmente não. Pegaria um bebê no colo com roupa e mãos sujas da rua? Com certeza não. Os mesmos cuidados devem ser tomados para filhotes novinhos”, alerta a veterinária, que ainda acrescenta que, só depois de todos os protocolos de vermifugação e da última dose de vacina, é que os donos podem “relaxar” um pouco mais para fazer algumas atividades, como passear na rua, por exemplo. 

“Podemos dizer que a amamentação é fundamental. Mais uma vez, traçando um paralelo com os bebês humanos, a amamentação não é só alimento, é também uma importante forma de proteção. O leite materno, rico em anticorpos, ajuda os filhotes a não adoecer enquanto seu sistema imunológico ainda está se fortalecendo. Existem substitutos de leite materno, mas, assim como os leites artificiais para humanos, suprem apenas a necessidade nutricional”, esclarece. 

A vendedora Tainá Oliveira e o administrador Adriano Marques são donos dos bebês Áries, Atena e Apolo, da raça spitz-alemão, que são acompanhados pela veterinária Táya. 

“Eu sempre tive e gostei muito de animais. Quando casei, senti que tava faltando alguma coisa, e comecei a pesquisar sobre raças. A princípio, pesquisei sobre chow-chow, mas acabei desistindo. Depois conheci a raça spitz-alemão, o lulu-da-pomerânia, que é encantadora. São dóceis, companheiros e pequenos, cabem em qualquer lugar. Me apaixonei. Adquiri dois, que estão hoje com um ano e quatro meses e, em setembro, descobri que a fêmea estava grávida. Fiz o acompanhamento com a veterinária, e vimos que eram três bebês. Eles nasceram em janeiro”, lembra Tainá. 

Adriano, o “pai”, conta que, hoje, os filhotes estão com 45 dias e, por recomendação da veterinária, ainda não saíram de casa. 

“A Táya disse que eles já podem comer ração amolecida na água, mas ainda mamam, pois a mãe tem bastante leite. Demos um suplemento e deu certo. Não precisamos amamentar por seringa. Desde a gestação, foi tudo perfeito. Com 30 dias, eles já tomaram a primeira vacina e vermifugamos a cada 15 dias”, relata Adriano. 

Segundo a médica veterinária Gisely de Azevedo Faria, a consulta clínica é primordial para a avaliação do estado de saúde do filhote, porque é a partir dos exames que se instituirá o melhor tratamento em cada caso e em cada área, como na alimentação, prevenção de vermes, entre outras. 

“A vermifugação, protocolo de vacinas, controle de ectoparasitas, prevenção da doença do verme do coração, alimentação e suplementação com vitaminas será prescrito e orientado pelo veterinário de acordo com as necessidades e particularidades de cada espécie e raça”, orienta a profissional. 

Gisely ainda explica que hoje a medicina veterinária é muito mais segura em relação aos protocolos antigos, visto que tem se desenvolvido nas mais diversas especialidades para melhor atender às especificidades dos casos. 

“Atualmente, temos colegas veterinários dentistas que auxiliam na qualidade da saúde bucal, veterinários nutrólogos que auxiliam em estabelecer uma nutrição balanceada para os filhotes e outras inúmeras especialidades que aumentam a qualidade e a expectativa de vida de nossos queridos pacientes”, conta. 

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