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Brincando e aprendendo

Festas infantis usam de oficinas para levar o lúdico às crianças, estimulando aptidões e a criatividade dos pequenos com diversão

O grupo carioca Violúdico se dedica a despertar o gosto pela música nos pequenos

Foto: Divulgação

Por Daniel Malafaia

Em sua obra “A formação do símbolo na criança”, Jean Piaget defende a tese de que brincando a criança tem acesso a novas descobertas e se desenvolve mais rápido, pois, em diferentes fases da vida, elas se dedicam a diferentes tipos de jogos que lhes garantem as habilidades necessárias para o desenvolvimento psicológico, físico e social. E, pasmem, essa ideia foi difundida em 1945. Hoje, festas apostam cada vez mais em grupos especializados em oficinas educativas e interativas para estimular o surgimento de novas aptidões nos pequenos.

O grupo carioca Violúdico, por exemplo, se dedica a despertar e desenvolver o gosto pela música nas crianças através da musicalização sensório-artística. Como o nome já sugere, todo o programa é articulado através de atividades lúdicas que visam o desenvolvimento e aperfeiçoamento da percepção auditiva, imaginação, coordenação motora, memorização, socialização, expressividade e percepção espacial das crianças. Para chegar ao objetivo, eles usam de artifícios como manipulação de massinha e brinquedos de madeira, transformação de materiais cotidianos, atividades de artes plásticas, palhaçaria, contação de histórias e até improvisações. Tudo, claro, acompanhado de muita música.
Fundador do Violúdico, Felipe de Almeida explica que, apesar do foco ser a musicalização, o trabalho não se resume só a isso.

A Alegra Recreação oferece oficinas artísticas

Foto: Divulgação

“Fazemos de tudo para aproveitar o espaço das festas. A oficina artística é um bom exemplo. Quando a demanda surge, organizamos, sempre nos adaptando ao tema proposto pela festa”, argumenta Felipe, que conta que, para conseguir exercer o trabalho atual com maestria, foram muitos anos de entrega à arte. Estudou violão, canto, teatro, trabalhou em outros lugares similares, até que decidiu reunir todos esses conhecimentos no Violúdico.

Outra empresa que também valoriza esse aspecto de “brincar aprendendo” é a Alegra Recreação, que há oito anos atua no ramo de festas infantis, com oficinas artísticas.

Alessandra Durão, de 38 anos, é diretora do Alegra e tem em mente que brincar estimula o aprendizado de forma natural, e que as oficinas podem ser grandes aliadas nesse processo: “Através delas o cognitivo, o socioafetivo, a criatividade e motricidade fina – capacidade responsável pela escrita, por exemplo – são estimulados”.

“Nas Oficinas da Alegra adoramos a experimentação de materiais. Por isso não economizamos. Tarefas com argila, maisena e massinha confeccionada artesanalmente pelas próprias crianças são algumas das atividades, além das tradicionais oficinas de materiais recicláveis e artes. As crianças adoram!”, conta Alessandra. 

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