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De volta ao estilo natural

Os alisamentos estão perdendo a vez para que os cabelos naturais possam voltar a moda

Antes e depois: Marcella Cunha começou fazendo relaxamento capilar aos 8 anos, aos 11 descobriu a escova progressiva e alisou o cabelo até 2015, quando decidiu voltar para o look natural

Foto: Douglas Macedo

Quando queremos nos encaixar em padrões de beleza, tudo parece válido. E quando isso diz respeito ao cabelo, um procedimento comum há pouco tempo era o alisamento. Porém, este conceito tem mudado e o que tem ocorrido é uma valorização do cabelo natural, principalmente se ele é crespo ou cacheado. Assim, a aposta é a transição capilar seguida do Big Chop, que nada mais é que cortar toda a química de vez do cabelo, abrindo espaço para os cachos voltarem a nascer livres.

A blogueira Claudia Montelage, do blog Eu Sou Crespa, explica que o Big Chop é um corte radical de toda parte do cabelo que ainda está com química. “Quando alguém resolve abandonar a química, ela vai deixando o cabelo natural crescer e cortando as pontas até que os fios estejam totalmente naturais de novo. O processo é lento e, essa fase, que é chamada de transição capilar, é uma das mais difíceis de cuidar, porque em um mesmo fio temos duas estruturas diferentes, com necessidades diferentes”, conta a blogueira, ressaltando que a transição pode durar mais de dois anos, exigindo paciência e persistência,. “Porém, algumas pessoas apostam no Big Chop para já cuidarem do cabelo natural desde curto.   

Claudia indica o Big Chop para quem quer assumir o cabelo crespo/cacheado e não quer mais ser dependente das químicas capilares, mas que, principalmente, não tenha problema em assumir o cabelo curto. “Sempre recomendo a pessoa pensar bastante, ver exemplos, se inspirar em quem já fez, porque é um caminho sem volta. Como muitas já fazem química desde novas, muitas vezes nem sabem como é o cabelo realmente. É preciso estar aberta a se reconhecer na sua real beleza”, diz. 

A estudante Marcella Cunha, 20 anos, conta que começou alisando o cabelo com 11 anos, mas que antes disso, fazia relaxamento capilar desde os 8. “Não era bonito uma menina com o cabelo cheio e muito volumoso”, recorda. Com 11 anos, ela descobriu a escova progressiva e, com o objetivo de “entrar na moda”, alisou o cabelo até novembro de 2015, quando decidiu assumir seu look natural. 

“Eu ia fazer a transição, mas não consegui esperar. Quando comecei a ver a raiz enrolar, fiquei ansiosa para ver como seria o cacho, então tirei toda a parte que ainda tinha química”, conta. “Essa sou eu!”, afirma.

Gabriela Vasconcellos, 22 anos, do blog gabivasconcellos.com.br, também apostou no Big Chop. Ela começou com a escova progressiva aos 12 anos e passou para a definitiva aos 15, resolvendo voltar aos cachos aos 20 anos. “Eu já estava insatisfeita com o alisamento há um tempo. Detestava ser tão escrava de salão, retoque de raiz e chapinha. Um dia, assisti a um vídeo de uma menina em transição capilar e descobri que era possível voltar aos cachos”, conta ela, que começou a transição em setembro de 2014 e, após seis meses, fez o corte. 

Para quem deseja passar pela experiência, Gabriela dá a dica: “É importante se sentir segura e buscar referências”. 

Estudante e escritora no blog Diva Sem Frescura, Luma Mattos, 25 anos, começou a fazer relaxamento também aos 8 anos e, aos 18, passou para a progressiva. “Quando parei de alisar, o cabelo cacheado estava voltando com tudo, então, comecei a ler mais sobre o assunto e resolvi que não iria alisar mais. A partir daí, entrei no período de transição, mas logo optei pelo Big Chop”, recorda. 

Para ela, o Big Chop é uma questão de tempo para quem está fazendo a transição. “O quanto antes ele for feito, mais rápida será a liberdade. Mas não adianta ter pressa, porque não é fácil se ver quase careca. Para descobrir se está pronta, é só analisar o quanto quer ter liberdade e se está disposta a radicalizar”, aconselha.

Para quem não quer passar por essa mudança mais radical, Cláudia esclarece que existem várias técnicas que ajudam na fase de transição capilar, como o babyliss (musse nas pontas, seca e modela com babyliss de circunferência mais fina para dar uma disfarçada); o dedoliss ou torção (com o cabelo finalizado com creme de pentear, basta pegar pequenos tufinhos e enroscar as pontas lisas com os dedos, secar com difusor ou naturalmente e depois soltar); o plopping (com o cabelo finalizado com creme de pentear, coloque a cabeça para baixo e use uma toalha de microfibra para amassar os fios, amarre as pontas, espere um tempo e depois solte) e a fitagem (consiste em dividir o cabelo em partes, passar o creme de pentear, pentear com os dedos e separar entre os dedos de três a quatro partes do cabelo e depois amassar. 

“O importante é se sentir bem com seu cabelo, sem medo de ser ‘avolumada’, linda e feliz”, conclui. 

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